Brasileira Solange Oliveira Farkas vai presidir ao júri da Bienal de Arte de Veneza

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A curadora e gestora cultural brasileira Solange Oliveira Farkas vai presidir ao júri internacional da 61.ª Bienal de Arte de Veneza, que abre ao público a 9 de Maio, anunciou esta quarta-feira a organização.

Sob o tema In Minor Keys e com conceito da curadora-geral Koyo Kouoh (1967-2025), a Bienal de Arte de Veneza acolherá 99 representações nacionais, uma exposição com 111 participações de todo o mundo, entre artistas e colectivos, e 31 eventos paralelos até 22 de Novembro, em vários locais de Veneza.

De acordo com o anúncio da bienal, o júri será totalmente composto por mulheres e presidido por Solange Oliveira Farkas, fundadora e directora artística da Associação Cultural Videobrasil, considerada uma pioneira na difusão da videoarte no Brasil e no sul global.

Farkas liderou a Bienal do Videobrasil como directora artística entre 1983 e 2024 e desempenhou as funções de directora e curadora-chefe do Museu de Arte Moderna da Bahia, no Brasil (2007–2010), com uma carreira curatorial em eventos internacionais, incluindo o FUSO (Portugal), o Dak’Art (Senegal), o Festival Internacional de Vídeo de Jacarta (Indonésia) e a Bienal de Sharjah (Emirados Árabes Unidos).

O júri será ainda composto pela curadora e escritora Zoe Butt, pela directora artística da Bienal de Arte Pública de Abu Dhabi, Elvira Dyangani Ose, pela professor de Yale Marta Kuzma e pela historiadora de arte Giovanna Zapperi.

A nomeação do júri foi deliberada pelo conselho de administração da Bienal de Veneza, na sequência de uma selecção feita pela própria Koyo Kouoh, cujo legado para a exposição foi continuado pela sua equipa composta por Gabe Beckhurst Feijoo, Marie Hélène Pereira e Rasha Salti, o editor-chefe Siddhartha Mitter e a assistente de pesquisa Rory Tsapayi.

O júri internacional atribuirá os seguintes prémios oficiais: Leão de Ouro para a melhor Participação Nacional, o Leão de Ouro para o melhor participante na Exposição Internacional In Minor Keys, o Leão de Prata para um jovem participante promissor na exposição internacional. Ainda poderá atribuir uma menção especial às participações nacionais e duas menções especiais aos participantes da exposição internacional, segundo o regulamento.

Além de Portugal, que estará representado pelo projecto artístico RedSkyFalls, de Alexandre Estrela, comissariado pela Direcção-Geral das Artes com curadoria de Ana Baliza e Ricardo Nicolau, no Palácio Fondaco Marcello, do universo lusófono participam também nas representações nacionais o Brasil e Timor-Leste.

Na lista de 111 participantes seleccionados anunciados anteriormente – 105 artistas e colectivos e seis organizações lideradas por artistas – estão os brasileiros Ayrson Heráclito, nascido em 1968, na Baía, e Eustaquio Neves, nascido em 1955, em Juatuba. Também foram escolhidos artistas estrangeiros que vivem actualmente em Portugal como Alfredo Jaar, nascido em 1965, em Santiago do Chile, e Avi Mograbi, nascido em 1956, em Tel Aviv, ambos residentes em Lisboa. Uriel Orlow, nascido em 1973, em Zurique, Suíça – que vive entre Lisboa, Londres e Basileia – apresentará seis obras, distribuídas entre o Arsenale e os Giardini, integrando igualmente o programa central da exposição.

A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar em Veneza, a 9 de Maio, dia da abertura ao público.

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