Garantindo ter um “escasso conhecimento dos factos”, o secretário-geral do Partido Socialista afirmou nesta quinta-feira à tarde, no Parlamento, que as autoridades comunicaram que “o PS não é visado nesta investigação” que levou a Polícia Judiciária à sede do partido para fazer buscas no âmbito da operação Imergente.
“Quero também garantir que tudo farei para que a legalidade seja defendida e promovida em todos os níveis de responsabilidade do Partido Socialista, seja a nível local, seja a nível nacional”, afirmou José Luís Carneiro aos jornalistas.
“Como é do conhecimento público, houve várias diligências hoje das autoridades judiciárias na sede nacional do Partido Socialista. Foi-nos transmitido que essas diligências não visam o Partido Socialista”, salientou José Luís Carneiro. Acrescentando que o partido continuará a cooperar “de forma leal” com as autoridades judiciárias “para que todos os factos sejam cabalmente apurados e, se tiverem sido cometidos crimes, todos os responsáveis devem, naturalmente, ser responsabilizados pelos mesmos”, defendeu o líder socialista.
Carneiro considerou ainda que “defender o Estado de Direito democrático é colocarmo-nos do lado das autoridades para garantir que a legalidade é cumprida em todos os níveis de responsabilidade”. E recusou estabelecer qualquer relação entre o momento político do PS, que tem estado a registar uma subida nas sondagens, e esta investigação. “As autoridades judiciárias devem desenvolver o seu trabalho no momento que consideram oportuno. O nosso dever, e o meu dever, quero garanti-lo, é cooperar com as autoridades para garantir a legalidade e o cumprimento dos princípios fundamentais do Estado de Direito.”
Questionado pelos jornalistas sobre que crimes estarão em causa e qual o nível de envolvimento de Duarte Moral, seu assessor de imprensa que foi detido nesta manhã, o secretário-geral socialista afirmou que “os factos conhecidos até agora são escassos. Tenho escasso conhecimento dos factos e da sua extensão e dos seus responsáveis.”
“Temos de aguardar pelas diligências das autoridades, cooperar com elas e procurar que todos os factos sejam apurados, para que se salvaguarde a legalidade e, sobretudo a legalidade dos dinheiros públicos e dos recursos públicos”, acrescentou.
O PÚBLICO apurou que a cerca de uma dezena de inspectores da Polícia Judiciária que chegou à sede do PS por volta das 10h pediu acesso apenas ao local de trabalho de Duarte Moral e limitou a sua busca aos pertences do assessor contratado por José Luís Carneiro quando chegou à liderança do partido, no final de Junho do ano passado. Apesar de mais de metade dos elementos da PJ terem deixado o edifício pela hora do almoço, a meio da tarde ainda se mantinham nas instalações pelo menos três inspectores.
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