Central nuclear na Ucrânia gerida pela Rússia acusa Kiev de ataques com drones

0
1

A administração instalada pela Rússia na central nuclear de Zaporijjia​, na Ucrânia, acusou, nesta quinta-feira, Kiev de ter lançado mais de 20 drones para atacar uma central térmica próxima, essencial para o abastecimento de energia externa à instalação.

As forças russas tomaram a central, a maior da Europa, com seis reactores, nas semanas que se seguiram à invasão da Ucrânia em Fevereiro de 2022 e, desde então, cada um dos lados tem acusado regularmente o outro de acções militares que comprometem a segurança nuclear.

No comunicado, a administração acusou as forças armadas ucranianas de terem encenado um “ataque múltiplo utilizando veículos aéreos não tripulados pesados” numa área próxima da central. “Foram registados mais de 20 ataques com drones”, afirmou.

De acordo com a denúncia, o alvo do ataque era a central térmica próxima, “local de infra-estruturas energéticas de importância crítica que garantem o funcionamento da (…) linha de transmissão de energia Ferrosplavnaya-1”, sendo que “tais ataques representam uma ameaça directa à fiabilidade do abastecimento de energia da central nuclear de Zaporijjia e demonstram, mais uma vez, desrespeito pelos princípios de segurança nuclear”.

A Ucrânia não fez comentários sobre as acusações russas.

A central não gera electricidade, mas necessita de energia externa para garantir que o combustível nuclear no local não sobreaquece. Duas linhas externas ligam-se à rede, mas uma está inoperacional desde o fim de Março e a agência de controlo nuclear da ONU, a Agência Internacional de Energia Atómica, tem vindo a tentar negociar um cessar-fogo para a reparar.

A agência afirmou na quinta-feira que tinha sido informada pela administração russa da central sobre o último incidente e que os seus observadores permanentes tinham visto algum fumo a sair da zona próxima da central térmica. Rafael Grossi, director-geral da AIEA, apelou à cessação imediata dos ataques para evitar uma perda prolongada de energia externa.

“O incidente suscita sérias preocupações quanto à única linha de transmissão de energia que ainda resta à Central Nuclear de Zaporijji​a, a qual, nas últimas semanas, foi desligada várias vezes, deixando a central totalmente dependente de geradores a diesel de emergência para obter a electricidade necessária para arrefecer os seus seis reactores e evitar o risco de um acidente nuclear”, escreveu a agência num comunicado partilhado nas redes sociais.

Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com