CGTP prepara greve geral para 3 de Junho

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A CGTP vai avançar com uma greve geral no dia 3 de Junho em protesto contra a reforma da legislação laboral proposta pelo Governo de Luís Montenegro. A data foi acertada na reunião do conselho nacional desta terça-feira, e será anunciada pelo líder da CGTP, Tiago Oliveira, no final do desfile do 1º de Maio, em Lisboa. A UGT não afasta vir a juntar-se ao protesto, mas essa decisão só deverá ser tomada depois da Comissão Permanente de Concertação Social, marcada para a próxima quinta-feira (7 de Maio).

Fontes da Intersindical confirmaram ao PÚBLICO que o dia 3 de Junho foi a data acertada para a greve geral (tal como a Renascença já tinha avançado esta manhã), uma decisão que terá merecido a oposição da tendência socialista.

Na reunião, duas dezenas de sindicalistas propuseram que apenas se anunciasse a realização da greve no mês de Junho, deixando a decisão sobre o dia para depois da reunião da CPCS, dando assim espaço à UGT para terminar o processo. A proposta acabou por não ser viabilizada.

Questionado pelo PÚBLICO sobre a data da greve, o líder da CGTP, Tiago Oliveira, escusou-se a confirmar, remetendo o anúncio para a próxima sexta-feira. Mas deixou claro que “todas as formas de luta estão em cima da mesa, incluindo a greve geral”.

“Vamos apresentar no 1º de Maio, aquilo que foi a discussão do conselho nacional e a proposta de continuarmos a assumir aquilo que temos assumido ao longo destes nove meses”, sublinhou.

Questionado sobre se tem havido conversas com a UGT relacionadas com a realização ode uma greve geral conjunta, o secretário-geral da CGTP confirmou.

“A condução da luta e os objectivos da luta têm sido discutidos, como no passado dia 11 de Dezembro houve conversas entre as duas centrais. É natural que, para discutir a continuação da luta e aquilo que deve ser o caminho para derrotar o pacote laboral, estes contactos continuem a existir”, destacou.

Citado pelo Negócios, o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, confirma os contactos com a CGTP e admite juntar-se à greve geral de 3 de Junho, à semelhança do que já aconteceu em Dezembro. “Depois do dia 7”, se não houver acordo com o Governo e com as confederações patronais, a UGT “vai discutir com os seus sindicatos as formas de luta que devemos travar e se é possível fazermos com a outra central sindical um entendimento para que haja formas de luta, não excluindo qualquer uma delas, incluindo a própria greve geral”, sustentou.

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