A One acaba de lançar o primeiro relógio com um movimento mecânico automático, depois de mais de 20 anos dedicados apenas ao segmento do quartzo. Chama-se Caravela e é equipado com um movimento automático japonês, dotado de uma reserva de marcha de até 42 horas. Mais do que um elevar do posicionamento, a marca portuguesa diz ao PÚBLICO que a aposta é “uma evolução natural” do negócio.
“Trata-se de um reforço e consolidação do posicionamento da One enquanto marca relojoeira de qualidade”, declara Cláudia Ferreira, responsável pelos relógios e smartwatches na One, destacando um “elevar” do nível técnico da colecção. O movimento do novo Caravela é mecânico, mas automático: ou seja, carrega com o oscilar do pulso do seu utilizador graças ao rotor que dá corda à mola principal.
O calibre é de manufactura japonesa, o que não é inédito para a One que já utiliza a mestria do Oriente — o Japão junta-se à Suíça na tradição relojoeira — noutros movimento de quartzo com complicações como “fases da lua, multifunções e cronógrafos”, descreve a responsável. “Representa uma evolução face aos relógios de quartzo existentes, elevando a proposta técnica e o valor percebido no segmento”, insiste.
Entre as características do relógio, destaca-se a reserva de marcha, que é o tempo em que o relógio pode ficar inerte mantendo a precisão — isto é possível porque foi armazenada energia mecânica durante a utilização. O calibre é “open heart”, coração aberto, em tradução livre, porque permite ver o “funcionamento interno” do relógio, tanto através do mostrador, como do vidro mineral (e não em safira, como é habitual na alta relojoaria) na traseira da caixa em aço inoxidável.
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Na estética, o Caravela destaca-se pelo mostrador em azul profundo texturizado com índices prateados. A caixa é em aço inoxidável e a bracelete em pele castanha texturizada. “Trata-se, além disso, de uma série limitada e numerada a 350 peças [com um custo de 249 euros], reforçando o seu carácter exclusivo e diferenciador”, acrescenta Cláudia Ferreira.
Apesar da aposta neste novo modelo automático, a One faz saber que não pretende, para já, alargar a oferta, nem fazer um modelo pensado para o público feminino (ou que prefira caixas de diâmetro reduzido) — a do Caravela tem 44 milímetros — “uma vez que este público não valoriza particularmente este tipo de movimento”. A responsável diz que “as consumidoras” têm “uma preferência clara por relógio de quartzo”, pela “praticidade e conveniência”, sendo apenas necessário trocar a pilha, normalmente a cada três anos.
A One é uma das poucas marcas portuguesas de relojoaria, a par por exemplo da Eletta, apesar de a produção nunca ter sido feita em Portugal — a marca não especifica onde trabalha. Os primeiros relógios foram um sucesso pela facilidade de troca de braceletes, mas desde então a linha tem crescido, incluindo até smartwatches. Os relógios, incluindo os tecnológicos, contabilizam 60% do negócio, confirmou a marca ao PÚBLICO, acrescentando que, anualmente, são vendidos cerca de 150 mil relógios e 300 mil peças de joalharia.
No ano passado, o Instituto Português de Relojoaria também lançou o Les Tugas, que diz ser o “relógio mais português de sempre” — que tem 70% dos custos de produção alocados em Portugal. Apesar de o calibre ser feito na Suíça, o design e o desenvolvimento foi feito em Lisboa, tal como a caixa, enquanto o polimento foi concretizado no Porto e os vidros vêm de Salvaterra de Magos.
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