O artigo imputa-me, de forma falsa e lesiva da minha honra e reputação profissional, o conselho de “consumo alargado e excessivo” de carne vermelha, gordura saturada, ovos e sal. Tal afirmação é factualmente incorrecta e não encontra suporte no meu conteúdo público, cuja natureza é educativa e não constitui aconselhamento clínico individualizado.
A afirmação de que fui “confrontada com o facto de o meu discurso ser incompatível com o consenso científico” não corresponde à realidade. Tal confrontação não ocorreu. As minhas declarações foram utilizadas fora do contexto em que foram prestadas, conduzindo a uma representação distorcida do seu significado.
A classificação do meu trabalho como “pseudociência” e “desinformação” ignora a existência de debate científico legítimo sobre temas nutricionais. Revisões sistemáticas publicadas no Annals of Internal Medicine questionaram a robustez da evidência que sustenta recomendações para redução do consumo de carne vermelha e processada (Johnston et al., 2019).
O artigo de estado da arte do Journal of the American College of Cardiology reconhece que os efeitos da gordura saturada dependem da matriz alimentar e do contexto metabólico global, não podendo ser avaliados isoladamente (Astrup et al., 2020). Estudos internacionais de grande dimensão também evidenciaram associações complexas entre consumo alimentar, gordura e mortalidade, contrariando interpretações simplistas (Dehghan et al., 2017).
Questionar orientações nutricionais à luz desta evidência não constitui desinformação — constitui debate científico legítimo. Acresce que a incorporação da evidência na prática clínica pode demorar vários anos (Rubin, 2023), recomendando prudência antes de classificar posições divergentes como falsas ou pseudocientíficas.
Sara Marilyn
Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com






