Curaçau bateu forte, mas a Alemanha não abdicou do rolo compressor

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O início da partida inaugural do Grupo E não foi o passeio no parque que muitos antecipavam e o triunfo robusto (7-1) da tetracampeã do mundo Alemanha no “baptismo” do estreante Curaçau neste Mundial 2026 só ganhou forma muito perto do intervalo.

No NGR Stadium, em Houston, também não houve drama para a poderosa equipa de Julian Nagelsmann, apesar do surpreendente golo consentido aos 21 minutos pelo regressado Manuel Neuer à baliza da “Mannschaft”. Golo que restabeleceu o empate e alterou em certa medida o contexto do jogo, apesar do duro desfecho.

A estreia da primeira de quatro selecções “caloiras” nestas andanças prometia transformar-se numa “mina” para os apostadores capazes de acertarem no número de golos alemães… Único temor da equipa de Dick Advocaat, diga-se.

Mas, apesar do assédio a que se assistiu desde o início, com a Alemanha a assentar arraiais no meio-campo adversário, pressionando e rematando de todos os ângulos possíveis, só aos 45+5’, num penálti de Kai Havertz, se viu um Curaçau rendido às evidências.

O 3-1 ao intervalo estava longe das previsões para um duelo entre a “modesta” selecção das Caraíbas e o “colosso” alemão. Porém, depois do golo de Nmecha, logo aos 6 minutos, e do vendaval ofensivo (oito disparos em 14 minutos) dos alemães, a equipa caribenha chegou ao empate na primeira acção de ataque.

O médio Livano Comenencia, do FC Zurique, aproveitou uma segunda bola para bater Neuer e fazer história, ao assinar o primeiro golo de Curaçau numa fase final do maior torneio de selecções.

Um prémio, dir-se-ia, à espera da machadada alemã. Mas a resposta tardava, alimentando a ideia de uma gracinha dos estreantes. Até porque a “floresta” de pernas dos jogadores “neerlandeses” ia poupando o guarda-redes Room a um trabalho mais aturado.

Nesse plano, apesar da referência obrigatória à missão lunar Apollo 13 e à famosa frase: “Houston, we have a problem”, os alemães mantiveram a compostura e a serenidade que lhes permitiu recuperar a eficácia num canto que Schlotterbeck (38’) desviou de cabeça para o fundo das redes adversárias.

O terceiro golo surgiria nos descontos, de penálti, a dissipar dúvidas que novo golo, logo a abrir a segunda parte, dissipou por completo no disparo de Musiala (47’).

A partir daí foi evidente o relaxamento alemão, um convite aos jogadores de Curaçau, que criaram uma boa situação por Leandro Bacuna, num cabeceamento que Neuer se limitou a controlar. O mais velho dos irmãos Bacuna ainda gritou golo antes de Sané ter avisado que o quinto golo estava a caminho.

Mas um fora-de-jogo invalidou o que seria o segundo golo de Curaçau. Daí ao 5-1 decorreu um minuto, com Nathaniel Brown (autor do canto do 2-1) a marcar e a dar um ar mais robusto à vitória da Alemanha, que chegou à meia-dúzia num remate de Undav (78′), cortesia de Kimmich, e ao 7-1 por Kai Havertz (a bisar), igualando o resultado do infame “Mineiraço” no Mundial do Brasil 2014, última conquista dos alemães num Campeonato do Mundo.​

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