O Noma, da Dinamarca, cujo restaurante principal em Copenhaga foi considerado durante vários anos o melhor restaurante do mundo, anunciou que irá reabrir as portas em Agosto, mas com o seu chef estrela a assumir um papel menos proeminente.
Rene Redzepi, cuja abordagem vanguardista à cozinha nórdica o tornou uma celebridade e valeu ao Noma três estrelas Michelin, reconheceu no início deste ano ter maltratado os seus funcionários no passado.
Numa publicação no Instagram, Redzepi afirmou que assumirá uma nova função criativa quando o Noma Copenhagen, que encerrou em 2024, reabrir a 5 de Agosto, dedicando-se a “projectos de longo prazo” que envolvem insectos, algas, leguminosas, fungos e tecnologia.
Após anos de relatos online sobre abusos, o New York Times noticiou, a 7 de Março, que dezenas de ex-funcionários afirmaram que Redzepi lhes infligiu danos físicos e psicológicos, descrevendo incidentes ocorridos entre 2009 e 2017.
As acusações de maus-tratos quotidianos num restaurante tão conceituado e célebre como o Noma acabariam por levar a reabrir o debate, um pouco por todo o mundo, sobre o ambiente de violência em muitas cozinhas da restauração.
Redzepi afirmou na altura que não reconhecia todos os detalhes que foram relatados, mas compreendeu que as suas acções “foram prejudiciais para as pessoas que trabalhavam comigo” e apresentou um pedido de desculpas.
DR
Pablo Soto, que trabalha no restaurante desde 2017, será o chefe de cozinha, enquanto Mette Bring Soberg, que também trabalhou em estreita colaboração com Redzepi, assume o cargo de directora de investigação e desenvolvimento.
O menu fixo do restaurante, incluindo harmonização de vinhos, custará 6500 coroas dinamarquesas (870 euros) por pessoa, ou 6000 coroas (802 euros) se o vinho for substituído por sumo, informou o Noma no seu site.
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