Delegação iraniana entrou e saiu de Islamabad sem sinal dos EUA

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Ainda que não estivessem confirmadas quaisquer conversações directas entre os Estados Unidos e o Irão, as delegações dos dois países tinham neste sábado uma oportunidade de se reunir em Islamabad, capital do Paquistão, onde decorrem os esforços diplomáticos para alcançar um acordo de paz.

Com os representantes iranianos a anteciparem-se aos norte-americanos, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, reuniu-se já esta manhã com o chefe do Exército e o primeiro-ministro do Paquistão, que têm apoiado as negociações. Segundo o correspondente da Al Jazeera no local, pelas 19h30 locais (15h30 em Lisboa) a delegação já tinha deixado Islamabad. Espera-se que os enviados de Washington, Steve Witkoff e Jared Kushner, aterrem no Paquistão nas próximas horas.

Sobre o encontro desta manhã, Shehbaz Sharif, o primeiro-ministro paquistanês, disse que houve uma “troca de pontos de vista muito calorosa e cordial sobre a actual situação”.

Irão

  • O comando das Forças Armadas do Irão afirmou, neste sábado, que as tropas norte-americanas devem esperar retaliações caso continuem com o “bloqueio [naval] e a pirataria na região”, segundo a televisão estatal iraniana.
  • As autoridades iranianas detiveram 239 pessoas acusadas de “preparar o terreno para um ataque militar” dos Estados Unidos e de Israel a partir do Oeste do país. A informação foi avançada pelos Guardas da Revolução do Irão, que descrevem “equipas afiliadas a grupos anti-revolucionários”.

Israel e Líbano

  • Apesar do prolongamento do cessar-fogo temporário no Líbano, acordado na passada quinta-feira, as Forças de Defesa de Israel (IDF) continuam a bombardear o país vizinho. Só na madrugada deste sábado, foram mortas pelo menos quatro pessoas em ataques israelitas ao Sul do Líbano.
  • Em comunicado, as IDF apenas mencionam como alvos três sistemas de lançamento de rockets utilizados pelo Hezbollah, nas localidades libanesas de Deir el-Zahrani, Reman e al-Saamiya — todas a norte da “zona tampão” ocupada pelos militares israelitas, sob pretexto de dar garantias de segurança à população do Norte de Israel. “Estes sistemas são uma ameaça directa aos soldados das IDF e aos civis israelitas”, alegam.
  • O Exército ao comando de Benjamin Netanyahu voltou também a avisar a população libanesa para se afastar da zona do rio Litani, insistindo que se trata de uma área de combates.
  • Este sábado, o Ministério da Saúde libanês adiantou que o total de mortes resultantes de ataques israelitas subiu para 2496, além de um total de 7725 feridos desde a entrada de forças de Israel no Líbano, a 2 de Março.

Israel e territórios palestinianos ocupados

  • Desde sexta-feira, Israel matou pelo menos 12 palestinianos na Faixa de Gaza, em ataques às regiões de Beit Lahia, Khan Younis e à Cidade de Gaza, avançaram as autoridades de saúde locais, citadas pela Al Jazeera.

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