Depois do pause, Toni e Roman voltaram a carregar no play

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Dificilmente algum adepto de FC Porto ou Benfica morre de saudades de Toni Martínez e Roman Yaremchuk. É certo que no caso dos portistas talvez isso possa não ser tão claro depois da lesão de Samu, mas, em geral, a saída do espanhol não deverá ter tirado o sono a muita gente.

Pois bem, ambos reencontraram o “play”, depois de algum tempo no botão de “pause”. Martínez, na Liga espanhola, vai com 11 golos em 18 jogos a titular em 2026. Yaremchuk, na francesa, vai com quatro golos em sete partidas a titular neste ano.

O espanhol marcou dois neste sábado no 2-1 do Alavés ao Maiorca, com direito a remontada e, sobretudo, a um triunfo fulcral na luta pela permanência. O ucraniano também foi fundamental, com um “bis” no 3-2 do Lyon ao Auxerre, vitória que permitiu à equipa subir ao pódio e a um lugar de apuramento para a Liga dos Campeões.

“Abatido” pela Guerra

O ucraniano chegou a ser dos avançados mais cobiçados da Europa com os golos marcados na Bélgica e já movimentou quase 40 milhões de euros.

Talvez haja poucos jogadores ucranianos cujo rendimento possa ter sido tão afectado pela guerra no país. Rui Costa chegou a contar alguns detalhes à BTV. “As pessoas não sabem o que ele passou. Houve a guerra na Ucrânia, com os pais dele no meio da guerra. Perdeu seis quilos nas primeiras duas ou três semanas de guerra. Apresentava-se com uma disposição tremenda, mas com uma dificuldade real de fazer o que sabe fazer”.

É difícil negar que, antes do eclodir do conflito, Yaremchuk já não estava num nível tremendo. Levava sete golos de Setembro a Fevereiro, que não são nada de desdenhar, mas também não justificavam totalmente os 20 milhões de euros pagos pelo Benfica ao Gent.

Benfica e jogador acharam boa opção que se desse um regresso à Bélgica e, na altura, o clube português conseguiu convencer o Brugge a pagar 17 milhões de euros – muito para o que o jogador tinha rendido em Lisboa, mas lógico pela esperança legítima de um regresso virtuoso ao contexto onde ele mais tinha prosperado: 40 golos em duas temporadas.

Fonseca viu qualquer coisa

Com ou sem efeito do contexto bélico na Ucrânia, o regresso à Bélgica continuou a não correr bem, embora o Verão de 2023 tenha permitido qualquer coisa: quatro golos em cinco jogos no arranque da temporada seguinte convenceram o Valência a querê-lo em Espanha – desempenho modesto, uma vez mais.

Depois, o Olympiakos pagou meros dois milhões de euros para o ter e o jogador tornou-se financeiramente uma das contratações mais desastrosas da história do Brugge, já que tinha sido, de longe – mesmo muito longe –, a transferência mais cara da história do clube.

Na Grécia, como no Benfica, no Brugge e no Valência, Yaremchuk voltou a ser o que já tinha sido: um avançado que não era totalmente inútil, mas também não justificava, de forma nenhuma, o dinheiro que já tinha movimentado.

Em França, Paulo Fonseca tem vindo a confiar no ucraniano aos poucos, até por ver que utilizá-lo a titular tem valido muitos golos.

No final da temporada o Lyon pode ou não pagar quatro milhões de euros para ficar com ele. E Yaremchuk pode ou não voltar a ser dispensado por um clube, continuando uma carreira de desilusões permanentes.

Renovar ou vender?

No caso de Toni Martínez a história é bem mais fácil. Com boa parte da formação no Valência e no West Ham, o jogador acabou por arrancar a carreira sénior por baixo – só no Famalicão começou a encontrar os golos.

No FC Porto sempre foi apenas um jogador de rotação, com impacto aqui e acolá a partir do banco, mas, em geral, com parca capacidade finalizadora, mesmo que com um trabalho relevante sem bola.

Tal como o Benfica com Yaremchuk, o FC Porto conseguiu que a saída de Martínez para o Alavés permitisse recuperar quase todo o investimento (compra por três milhões e venda por dois) e, também à semelhança do ucraniano, Martínez começou por não conseguir cumprir.

Marcou apenas quatro golos na última temporada, ainda que possa argumentar que raramente foi titular – nada mudou em relação ao FC Porto.

Nesta temporada, porém, tem sido a opção principal para o ataque. Já leva 15 golos na Liga espanhola e o contrato até Junho de 2027 sugere que o clube espanhol tem de tomar decisões: aproveitar essas quase duas dezenas de golos para o vender agora ou correr o risco de o perder em breve a custo zero, caso Martínez não queira renovar.

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