Djaimilia Pereira de Almeida vence Prémio D. Diniz com Livro da Doença

0
1
  • Leituras, o site do PÚBLICO dedicado aos livros

Com Livro da Doença, a escritora Djaimilia Pereira de Almeida venceu a edição 2026 do Prémio D. Diniz atribuído pela Fundação da Casa de Mateus, em Vila Real, foi esta terça-feira anunciado. Em comunicado, a Casa de Mateus disse que o Livro da Doença (edição Relógio d’Água) dá “a entrever a existência humana na sua relação problemática com a história e a contingência dos dias”.

“Através de uma escrita nunca verdadeiramente autobiográfica, mas desdobrada a partir de um mundo interior de particular densidade, Djaimilia Pereira de Almeida, ‘mulher negra que escreve’, confirma-se nesta obra como uma das grandes vozes da prosa em língua portuguesa, ‘uma das línguas do mundo, uma língua viva'”, escreve ainda a instituição.

O júri do prémio D. Diniz é composto por Fernando Pinto do Amaral (presidente), Pedro Mexia e Mário Cláudio.

Nascida em Luanda, em 1982, a autora luso-angolana é licenciada em Estudos Portugueses, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, mestre em Teoria da Literatura (2006) e doutorada em Estudos Literários (2012), pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Djaimilia Pereira de Almeida estreou-se literariamente em 2015, com o romance Esse Cabelo.

A sua bibliografia inclui obras como Luanda, Lisboa, Paraíso (2018), que lhe valeu o Prémio Oceanos em 2019, Três Histórias de Esquecimento (2021), Ferry (2022) e O que é ser uma escritora negra hoje, de acordo comigo (2023).

Em 2025, a autora foi distinguida com o Prémio Vergílio Ferreira, atribuído pela Universidade de Évora, pelo conjunto da sua obra literária, e o seu romance Livro da Doença venceu a 28.ª edição do Prémio Literário Fernando Namora.

Em 2025, o prémio D. Diniz distinguiu J. Rentes de Carvalho, pela sua obra Cravos e Ferraduras (Quetzal) e, em 2024, Carlos Ascenso André pela sua tradução de Arte de Amar, de Ovídio (Quetzal).

A lista de premiados inclui, entre outros, Agustina Bessa-Luís (1980), José Saramago (1984), Eduardo Lourenço (1995), António Lobo Antunes (1999), Maria Teresa Horta (2011), Jorge Silva Melo (2021) ou José Tolentino Mendonça (2022).

A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar na Fundação da Casa de Mateus, em Vila Real, em data ainda a anunciar.

Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com