Vários hotéis de luxo no Dubai estão a anunciar o fecho das instalações para renovações ou a suspender serviços, enquanto a guerra entre os Estados Unidos e Israel e o Irão continua a afastar turistas da região do Médio Oriente.
O Burj Al Arab, famoso pelo edifício em forma de vela à beira-mar e luxos como serviço de mordomo privado ou a utilização de cristais Swarovski e folhas de ouro na decoração, vai encerrar para renovações durante 18 meses, de acordo com as declarações de um responsável da empresa à Reuters.
A Jumeirah, proprietária de vários hotéis e resorts de luxo, anunciou o “projecto de restauro meticuloso e planeado” no final da semana passada, detalhando que este será liderado pelo arquitecto de interiores Tristan Auer e realizado de forma faseada, sem especificar que a unidade hoteleira iria encerrar durante o período de remodelação.
De acordo com o responsável contactado pela agência de notícias, o Burj Al Arab, inaugurado em 1999, está a oferecer alojamento alternativo em hotéis nas imediações aos hóspedes que têm reservas durante o período de obras.
Os destroços de um drone iraniano interceptado pelas autoridades no início de Março terão atingido a fachada do hotel, uma das silhuetas mais icónicas do Dubai, e feito alguns estragos. Mas o responsável afirmou à Reuters que o caso não está relacionado com a renovação. O comunicado da Jumeirah, sediada nos Emirados Árabes Unidos, não menciona o conflito no Médio Oriente.
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A guerra entre os Estados Unidos e Israel e o Irão, no entanto, tem afastado a região do mapa do turismo, entre o receio dos viajantes e a suspensão de grande parte dos voos. No início do mês, os aeroportos do Dubai anunciaram que as restrições vão manter-se até 31 de Maio, com as companhias aéreas estrangeiras limitadas a um voo de ida e volta por dia.
Entre as incertezas face ao desenrolar do conflito e a quebra na procura, multiplicam-se os anúncios de renovações e encerramentos temporários de hotéis de luxo no Dubai.
REUTERS/Jumana ElHeloueh
É noutro marcante edifício, ou melhor dizendo, até no mais marcante edifício do Dubai, a torre Burj Khalifa, que fica o hotel com chancela da célebre casa de moda Armani. Ocupando o piso do átrio até ao 39.º andar do “edifício mais alto do mundo”, o Armani Hotel Dubai, com 160 quartos e suítes e “restaurantes de classe mundial” fechou a 1 de Abril. Segundo a empresa anunciou, o objectivo é “passar por uma remodelação completa e abrangente”. A reabertura está prevista para o “quarto trimestre de 2026″.
Já o Radisson Blu Hotel, Dubai Media City, deverá encerrar a 30 de Abril para uma “remodelação planeada”. Enquanto o Park Hyatt Creek fecha a partir de Maio, durante a “próxima e última fase” do projecto de renovação do hotel, ainda sem data de reabertura confirmada.
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Outras unidades estão a optar por fazer as remodelações de forma faseada, encerrando temporariamente diferentes zonas dos hotéis. É o caso do JW Marriott Marquis Hotel Dubai, um dos hotéis mais altos do mundo, com duas torres, que iniciou este mês um projecto de renovações ambicioso, que inclui os 1608 quartos e suítes, assim como alguns dos restaurantes.
E do St. Regis Dubai, The Palm, inaugurado pelo grupo Marriott em 2021. “A partir de meados de Abril de 2026, determinadas áreas do hotel não vão estar disponíveis aos hóspedes, no entanto, vamos continuar a disponibilizar uma variedade considerável de experiências”, anunciou na semana passada, citado pelo Gulf News.
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Outro luxo de portas fechadas é o Anantara World Islands Dubai Resort, o primeiro e único aberto dentro do arquipélago de ilhas artificiais construídas em formato de mapa-múndi, também inaugurado em 2021, “encerrou as suas operações a 10 de Abril”, numa decisão “tomada em conjunto com a proprietária, Seven Tides Ltd, após uma avaliação cuidada”, anunciou o grupo Minor Hotels. “O encerramento é resultado de uma combinação de factores externos e não se deve a um único problema”, acrescenta a nota de imprensa.
Embora os hotéis The Palm e The Royal continuem abertos, o grupo Atlantis Dubai anunciou a suspensão temporária de vários restaurantes nas unidades, no âmbito de uma continuada revisão das “operações de acordo com a procura dos clientes”. “Este período também oferece uma oportunidade para aprimorarmos e elevarmos ainda mais nossa oferta, incluindo o desenvolvimento de novos menus, conceitos já existentes, activações em todo o destino e a remodelação de restaurantes seleccionados, incluindo o Cloud 22.”
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