Edgar Morin, um mestre da resistência

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A morte chegou tardia, aos 104 anos. Parecia que Edgar Morin se aproximava da amortalidade e iria pôr à prova um dos seus velhos conceitos. Foi num livro de 1951, L’homme et la mort, uma profunda reflexão sobre a concepção da morte desde as sociedades arcaicas até à modernidade, que introduziu o conceito de “amortalidade”, distinguindo-o da imortalidade mítica e religiosa: a amortalidade designa a ausência de morte natural ou por envelhecimento, significa que a ciência poderia fazer recuar a morte por um tempo indefinido.

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