“Época Urbana” é o tema do 13.º Arquitecturas Film Festival

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O Arquitecturas Film Festival volta ao Porto de 1 a 5 de Julho, para uma 13.ª edição que tem como tema “Época Urbana” e que incluirá 33 filmes de 22 países.

“[São] filmes que observam a cidade contemporânea a partir de diferentes geografias, culturas, contextos socioeconómicos e perspectivas. O programa [do festival] retrata espaços urbanos através de múltiplas lentes, como habitação, memória, deslocamento, e imaginários futuros”, explica o director do evento, Paulo Moreira, apontando que o cinema “pode funcionar como uma ferramenta crítica para repensar o território e os desafios da vida colectiva”.

A programação desdobra-se por vários espaços, com o Batalha Centro de Cinema como epicentro: a Casa Comum da Universidade do Porto, o Instituto, a Circo de Ideias, a Casa da Guitarra e ainda o Centro de Documentação João Álvaro Rocha, este último na Maia.

Na selecção oficial estão 24 filmes, que serão exibidos em nove sessões, misturando documentário, cinema experimental e ficção. Em destaque, obras que registam as mudanças feitas por mulheres no espaço urbano de Sevilha (Ellas en la Ciudad, de Reyes Gallegos Rodríguez), um atravessamento virtual da Palestina (Cerrado Temporalmente, de Paulina López Cabrera) ou a requalificação de Seul (Living Euljiro, de Liron Shalit).

Do programa constam ainda Ouvidor, produção brasileira realizada por Matias Borgström, Big Tech Blues, da norueguesa Elisabeth Brun, Desert Passages, obra irlandesa assinada por Kevin Brennan e Laurence Durkin, além de filmes de geografias tão diversas como Vietname, Alemanha, Irão, França e México, entre outras.

Além da secção oficial, cujo palmarés será entregue a 4 de Julho, destaque para o Programa Especial Portugal, com sete filmes rodados no Porto, em Coimbra e em Lisboa, numa secção que inclui também debates e passeios no Porto e na Maia.

Aqui entram Marias da Sé, de Filipe Martins, Ilha Zaira, de Clara Sprung e Luís Bouça, Catalog of a Homeless City, de Diogo Cunha, A Casa: Uma Revolução Assim…, de Nuno Cera, Tiago Mota Saraiva e Julia Albani, Casa Arrumada, de Mariana Bártolo, Salatinas, de Filipa Queiroz, Rafael Vieira e Tiago Cerveira, e ainda Living in the Urban Axis, de Içim Atli.

A instituição convidada a programar na 13.ª edição foi a cadeira de Arquitectura e Design Urbano do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH), com curadoria de Hubert Klumpner e Klearjos Eduardo Papanicolaou.

Criado em 2013, o Arquitecturas Film Festival, primeiro festival internacional em Portugal a exibir documentários, filmes experimentais, de ficção e de animação sobre arquitectura, decorreu inicialmente em Lisboa, e em 2022 passou para o Porto, onde tem decorrido sob a alçada do arquitecto e investigador Paulo Moreira.

A primeira edição do Arquitecturas Film Festival, fundado por Sofia Mourato e concebido pela Do You Mean Architecture (DYMA), exibiu 110 filmes.

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