É preciso fazer mais para ajudar o povo cubano. Espanha, Brasil e México comprometeram-se a reforçar os esforços de apoio a Cuba para atenuar uma crise humanitária que dizem ter sido provocada pelos Estados Unidos, que desde o início de Janeiro impede a Venezuela de enviar petróleo para a ilha e ameaça com sanções outros países que o queiram fazer.
Num comunicado conjunto divulgado no sábado à noite, à margem da IV Reunião em Defesa da Democracia (que decorreu paralelamente ao primeiro dia da Global Progressive Mobilisation), os três países apelaram ao diálogo e desaconselharam qualquer intervenção militar dos EUA em Cuba.
Desde que o ex-Presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado em Caracas, numa operação ultra-secreta das forças norte-americanas, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, tem ameaçado invadir Cuba. E desde que lançou a ofensiva contra o Irão, a 28 de Fevereiro, Trump já repetiu diversas vezes que “Cuba é a seguir”.
Mas, enquanto não cumpre a ameaça de derrubar o regime de Miguel Díaz-Canel e enquanto os líderes cubanos também não apresentam sinais de mudança que agradem à Administração Trump, o Presidente norte-americano conseguiu já deixar a economia cubana de rastos e transformar o dia-a-dia dos cubanos num inferno sem electricidade e combustíveis.
Faltam alimentos e medicamentos, os serviços públicos e os transportes estão praticamente parados, assim como os hospitais e as escolas. E o turismo, que era a base da economia cubana, passou a ser uma miragem.
Reunidos em Barcelona para o encontro de líderes de esquerda, o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e a Presidente do México, Cláudia Sheinbaum, manifestaram “enorme preocupação com a grave crise humanitária que o povo de Cuba está a atravessar” e defenderam que é preciso “evitar acções que agravem as condições de vida da população ou que sejam contrárias ao direito internacional”.
No comunicado citado pelo El País, que foi divulgado poucas horas após o encerramento da cimeira e não faz referência aos Estados Unidos, os três países exigem também respeito pela integridade territorial e pela soberania da ilha, frisando que deve ser o “próprio povo cubano a decidir o seu futuro em plena liberdade”.
Segundo noticiou o site norte-americano Axios, na sexta-feira, uma delegação do Departamento de Estado dos Estados Unidos (liderado por Marco Rubio) encontrou-se em Havana com representantes do regime cubano, que enfrentam um cada vez maior descontentamento popular.
Nestes encontros, os representantes da Administração Trump insistiram na necessidade de que o país avance com medidas de transformação política e económica e também propuseram ajudar a restaurar os serviços de Internet na ilha através de serviços satélite como o Starlink.
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