José Luis Rodriguez Zapatero, antigo presidente do Governo de Espanha, foi indiciado por três crimes numa investigação a suspeitas de lavagem de dinheiro com o resgate público de uma companhia aérea, noticiou esta terça-feira a imprensa a imprensa espanhola, que cita fontes judiciais.
Zapatero foi chamado a prestar declarações no dia 2 de Junho, “como investigado” (ou “como indiciado”), perante o juiz que tem a tutela da investigação judicial deste caso, disseram as fontes citadas por vários jornais, televisões, rádios e agências de notícias espanholas.
O ex-presidente do Governo e ex-líder do Partido Socialista Espanhol (PSOE) está a ser investigado por organização criminosa, tráfico de influências e falsificação, segundo as mesmas notícias.
A investigação em causa, que decorre na Audiência Nacional de Espanha, tem no centro suspeitas de lavagem de dinheiro na companhia aérea Plus Ultra e procura o paradeiro de 53 milhões de euros do resgate da empresa, com dinheiro público, após a pandemia.
O dinheiro do resgate poderia ter sido usado para branquear dinheiro oriundo de corrupção na Venezuela, segundo fontes do Ministério Público e da unidade de investigação criminal da Polícia Nacional espanhola citadas pela agência EFE.
No âmbito desta investigação, foram feitas buscas na empresa e foram detidos o presidente e o director executivo, Julio Martínez e Roberto Roselli, no final de Novembro.
Segundo as fontes citadas pelos meios de comunicação espanhóis, estão a decorrer esta terça-feira buscas no escritório de Zapatero e em três empresas.
A imprensa espanhola sublinha que esta é a primeira vez na democracia espanhola, restabelecida há 50 anos, que um ex-líder do Governo nacional é indiciado pela justiça.
José Luis Rodríguez Zapatero, de 65 anos, foi presidente do Governo de Espanha entre 2004 e 2011.
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