Estamos preparados para futuras epidemias? Não. Mas devíamos

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O hantavírus foi responsável por três mortes misteriosas a bordo de um cruzeiro e o ressurgimento do ébola já causou cerca de 220 mortes na República Democrática do Congo.

O hantavírus pode causar doenças graves e a morte, mas não é, particularmente, contagioso e tende a desaparecer. Não é o caso do ébola. O vírus está mais concentrado no Congo, mas já se estendeu ao Uganda.

Os corpos infectados são muito contagiosos e as autoridades congolesas proibiram velórios e funerais com mais de 50 pessoas na zona afectada pela epidemia, numa tentativa de conter a propagação da doença.

Já assistimos a esta história 17 vezes no Congo. Os surtos são inevitáveis. A recente Assembleia Mundial da Saúde confrontou-se com o paradoxo: o mundo aprendeu com a Covid-19 a lidar com pandemias, mas a cooperação internacional nesta matéria tornou-se mais frágil.

A administração de Donald Trump saiu da OMS e encerrou de supetão a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional. Com esta decisão, perdeu-se a grande maioria da ajuda externa que era aplicada na resolução de problemas da saúde global, como é o caso do ébola.

Os vírus não respeitam fronteiras e a cooperação entre países continua a ser crucial para a saúde global. O mundo está preparado para combater a possibilidade de uma nova epidemia? Um recente relatório da OMS diz que o mundo está menos seguro.

É sobre isto que vamos falar com Tiago Ramalho, jornalista da secção de Ciências do PÚBLICO.


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