Estúdios Ghibli vencem Prémio Princesa das Astúrias de Comunicação e Humanidades 2026

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O Prémio Princesa das Astúrias de Comunicação e Humanidades 2026, de Espanha, foi esta quarta-feira atribuído aos estúdios de animação japonesa Ghibli “por terem transformado, de forma extraordinária, a criatividade em conhecimento e comunicação”.

“Com recurso a um processo artesanal altamente criativo, criaram histórias universais repletas de sensibilidade e de valores humanos: amizade, empatia, tolerância, respeito pelas pessoas e pela natureza”, justificou o júri do prémio, atribuído pela Fundação Princesa das Astúrias.

Fundados em 1985 pelos realizadores Hayao Miyazaki, Isao Takahata e pelo produtor Toshio Suzuki, os estúdios Ghibli são uma das “mais icónicas” produtoras de cinema e audiovisual de animação do mundo.

“Os filmes deste estúdio ultrapassam fronteiras e gerações e são uma referência para encarar os desafios de uma sociedade globalizada e em defesa do ambiente. Os estúdios Ghibli celebram a beleza do quotidiano e fazem do silêncio e da contemplação uma parte fundamental das suas narrativas”, elogiou o júri.

Entre as mais conhecidas produções saídas dos estúdios Ghibli contam-se, entre outros, O Meu Vizinho Totoro (1988), Princesa Mononoke (1997), Viagem de Chihiro (2001) e Ponyo à Beira Mar (2008), todos de Hayao Miyazaki, de 85 anos, e O Túmulo dos Pirilampos (1988) e O Conto da Princesa Kaguya (2013), de Isao Takahata, que morreu em 2018.

Com um meticuloso trabalho de desenho manual e artesanal de animação, com recurso a aguarela e acrílico, os estúdios Ghibli foram desenvolvidos depois de uma primeira experiência na animação em Nausicaä do Vale do Vento (1984), a partir de uma banda desenhada de Miyazaki.

Em 2023, ano em que se estreou O Rapaz e a Garça, apresentado como o derradeiro filme de Miyazaki, os estúdios Ghibli passaram a ser uma subsidiária da estação de televisão nipónica NTV.

Em 2024, num gesto inédito, o Festival de Cinema de Cannes (França) atribuiu a Palma de Ouro de Honra não a uma personalidade, mas a um projecto cinematográfico, aos estúdios Ghibli, responsáveis “por uma das grandes aventuras da cinefilia, entre a tradição e a modernidade”.

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