Os Estados Unidos juntaram-se, esta sexta-feira, ao México ao garantirem a qualificação para os 16 avos-de-final do Mundial 2026, na sequência do triunfo, por 2-0, obtido no Lumen Field, em Seattle, frente à selecção da Austrália, na abertura da segunda ronda do Grupo D.
Com o Canadá praticamente apurado (quatro pontos), depois da goleada (6-0) ao Qatar, as selecções dos três países organizadores estão bem lançadas no torneio, tendo os EUA virado uma página “histórica” ao vencerem pela primeira vez os dois primeiros jogos numa fase final de campeonatos do mundo.
Para isso tiveram que contornar a grande barreira de coral australiana, o que implicou a mobilização de seis homens para a linha da frente, passando boa parte da primeira metade do encontro num 3x1x6, em resposta à concentração de “defesas” do adversário.
Apesar de todos os cuidados da equipa da Oceânia, uma arrancada de Balogum, com cruzamento atrasado para a pequena área, provocou um autogolo de Cameron Burgess (11′), defesa de 30 anos do Swansea City, natural de Aberdeen, na Escócia. Golo que obrigava Tony Popovic a rever rapidamente a estratégia australiana, que tão bons frutos dera frente à Turquia.
EUA em vantagem ao intervalo no Lumen Field ??
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— sport tv (@sporttvportugal) June 19, 2026
O 5x4x1 da Austrália corria o risco de tornar-se, instantaneamente, obsoleto. Pelo menos em tese, já que, na prática, os “socceroos” não manifestaram qualquer intenção de prescindir da postura eminentemente defensiva ou de tentar a sorte no ataque.
Na verdade, mesmo com os dois autores dos golos no jogo de estreia neste Mundial sentados no banco de suplentes, o primeiro remate (perigoso) do jogo, logo no primeiro minuto, até pertenceu à Austrália, que aproveitou todas as bolas paradas para tentar surpreender os norte-americanos.
A fisicalidade e agressividade australiana era, contudo, insuficiente para intimidar a equipa de Mauricio Pochettino, que, mesmo sem a estrela Christian Pulisic (AC Milan), raramente permitia a saída do adversário… Pese embora a Austrália tenha registado dois ligeiros picos de forma, mas sem grande impacto para esbater um domínio superior a 70% de posse de bola dos EUA.
Freeman liberta ansiedade
Estava, por isso, reservado aos Estados Unidos o papel de dinamizador. Popovic, que renovou até 2027 antes do arranque do torneio, acreditava que poderia evitar um segundo golo norte-americano enquanto aguardava uma oportunidade para ferir o orgulho da selecção do tio Sam.
Só que um erro de cálculo precipitou o 2-0, numa finalização do defesa Alex Freeman, a libertar a formação da casa para um jogo menos nervoso. O lance ainda foi invalidado, mas o VAR desvalorizou a participação activa de Balogum (em posição ilegal) no golo do defesa do Villarreal.
A partir desse momento não restava outra alternativa à Austrália que não fosse pegar na bola e dividir mais o jogo para tentar evitar a derrota. Ainda que os três pontos somados com a Turquia possam revelar-se decisivos na última ronda, frente ao Paraguai, até no que se refere a um terceiro lugar.
Justiça seja feita, a Austrália tentou discutir o jogo, criando inúmeras situações de apuro para a defesa dos Estados Unidos, selecção mais empenhada em gerir a vantagem do que em encerrar a discussão com um terceiro golo.
Mas a maior proactividade não se reflectiu minimamente no plano da finalização, pelo que o tempo se esgotou sem qualquer prova de vida que pudesse preocupar os EUA, que ainda proporcionaram uns momentos de puro wrestling nos minutos finais, para gáudio das bancadas.
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