Os Estados Unidos estão na iminência de acusar criminalmente o antigo Presidente de Cuba, Raúl Castro, noticia a imprensa norte-americana, num gesto da Administração Trump que em muito se assemelha ao que aconteceu com Nicolás Maduro e a Venezuela.
Fontes com conhecimento do assunto disseram a vários meios de comunicação que a procuradoria de Miami poderá acusar formalmente Raúl Castro já na próxima quarta-feira. O antigo líder cubano, irmão de Fidel Castro, a quem sucedeu na Presidência do país, deverá ser acusado de em 1996 ter mandado abater duas aeronaves que transportavam exilados cubanos. À data dos factos, Raúl Castro era o ministro da Defesa.
Agora com 94 anos, o irmão de Fidel está afastado da vida política activa desde 2021, quando deixou a liderança do Partido Comunista. Antes disso, em 2018, tinha já deixado a Presidência do país.
Cuba atravessa actualmente uma das suas crises mais graves, com apagões de electricidade muito prolongados, uma escassez quase total de combustíveis e a impossibilidade de se reabastecer devido a um bloqueio naval norte-americano, que tem impedido a chegada de petroleiros à ilha.
Donald Trump adoptou uma estratégia agressiva para forçar uma mudança de regime em Cuba e a imprensa americana sublinha que os passos da sua Administração parecem estar a acelerar. Um dos mais significativos terá sido a visita à ilha, esta semana, do director da CIA, John Ratcliffe, que levava uma mensagem do Presidente norte-americano: “os Estados Unidos estão prontos para abordar assuntos económicos e de segurança mas apenas se Cuba fizer mudanças estruturais”.
Em Havana, Ratcliffe reuniu-se, entre outros, com o neto de Raúl Castro, que tem o mesmo nome do avô. “Raulito”, como é conhecido, tem aparecido cada vez mais em eventos e cerimónias públicas ao lado do Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, algo que os analistas norte-americanos têm dificuldade em interpretar. Por um lado, pode ser um sinal de que se prepara para assumir um papel mais destacado na liderança do país – e que, tal como aconteceu com Delcy Rodríguez na Venezuela, tem a aprovação norte-americana.
Por outro, pode significar que Raúl Castro, o avô, continua a ser uma figura com grande influência nos destinos cubanos. “Raulito” é-lhe muito próximo, desempenhando as funções de guarda-costas pessoal do antigo Presidente.
O paralelismo com a situação venezuelana parece evidente: os Estados Unidos também acusaram formalmente Nicolás Maduro de crimes relacionados com o tráfico de droga antes de lançarem a operação-relâmpago que o derrubou do poder em Caracas. E Donald Trump já por diversas vezes deixou no ar a ameaça de fazer o mesmo em relação a Cuba, dizendo, há duas semanas, que os Estados Unidos poderiam “assumir o controlo” do país “quase de imediato”.
No entanto, fontes governamentais asseguraram ao The New York Times que a decisão de intervir militarmente na ilha não está tomada e que, em todo o caso, não estará para breve, uma vez que muitos recursos humanos estão mobilizados na frente do Irão. Tanto a visita do director da CIA – divulgada com uma transparência bastante rara para uma agência de espionagem – como a possível acusação a Raúl Castro integram-se, pelo menos, na estratégia de aumentar publicamente a pressão sobre as autoridades cubanas.
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