Família brasileira pode entrar para o Guinness como a mais longeva do mundo: 907 anos

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O aposentado Múcio Landim, 86 anos, se lembra muito de ouvir o avô por parte de pai, João Paes Landim, lhe falar sobre os antepassados portugueses que aportaram no Brasil ainda no período colonial. “Alguns seriam militares e se fixaram na Bahia e em outros estados do Nordeste”, diz. Em 2019, acompanhado da filha, Ariane, que tem residência em Portugal, ele finalmente conseguiu visitar a freguesia de Landim, em Vila Nova de Famalicão, local de onde teriam partido os portugueses que deram origem à família que está prestes a ser considerada a mais longeva do mundo: juntos, os 10 irmãos vivos somam 907 anos. O recorde atual, de 878 anos, está com uma família dos Estados Unidos.

Três representantes do Guinness Book estiveram, no sábado, 16 de maio, por quase duas horas em Salvador, capital baiana, para entrevistar os 10 irmãos. E numa data especial: a mais velha da família, Zélia, completou, naquele dia, 99 anos. “Foi um momento maravilhoso”, afirma Múcio. Ele conta que todos os irmãos foram ouvidos individualmente, com testemunhas. “Cada um teve de falar nome, idade e contar um pouco de sua vida. Tudo foi gravado e anotado”, detalha ele ao PÚBLICO Brasil. “Estamos bastante confiantes de que entraremos para o Guinness”, acrescenta.

Múcio ressalta que, se na soma das idades fosse incluída a única irmã falecida, Maria das Mercês, a conta teria chegado aos 1.000 anos. “Mercês morreu em 2023, com 93 anos”, destaca. Mas, pelos cálculos do Guinness, só devem ser considerados aqueles que estão vivos. Além de Zélia, com 99 anos, e Múcio, com 86, a família é formada por José (97), Arminda (95), Zenaide (93), Bartolomeu (91), Celene (90), Marlene (88), Idália (85) e Cleomar (83). “São todos do mesmo pai e da mesma mãe”, ressalta o aposentado.

Calçada da fama

Independentemente das regras fixadas pelo Guinness, a família Landim definiu como tema da festa de 99 anos de Zélia os 1.000 anos somados dos irmãos. “Fizemos questão de comemorar essa marca”, conta Raydalvo, 71, filho de Zélia. Ele ficou encarregado de organizar, com a ajuda de alguns primos, a festança que reuniu 250 pessoas no sábado. “Veio gente de todo canto do país e mesmo de fora do Brasil”, assinala. “Todos os familiares e muitos amigos fizeram questão de estar presentes”, complementa.

Segundo Zulema Lustosa, 73, também filha de Zélia, não faltou emoção para comemorar o aniversário da mãe e os 1.000 anos da família. “Os irmãos da minha mãe sempre foram muito unidos. Nunca faltaram uns aos outros, todos muito respeitosos”, comenta ela, que, até os sete anos de idade, morou com os avós maternos, Oscar e Tercina. “Por isso, não podíamos deixar essa data passar em branco. Quanto ao Guinness, vamos esperar pelo resultado”, diz.

Raydalvo destaca que tudo na festa foi pensado para ser um momento marcante para a família. “Logo na entrada do local da festa, simulamos um caminho como se fosse o Rio Preto, que passa por Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia, cidades do Oeste da Bahia. Parte dos meus tios nasceu em Formosa e parte, em Santa Rita”, relata. “Ainda fizemos questão de criar uma réplica da Calçada da Fama de Hollywood. Cada um dos irmãos teve direito a sua estrela da fama. Não só: fizemos um vídeo para cada um deles, com suas histórias”, emenda.

Para Zulema, ter uma família tão longeva, com tantas histórias, é um privilégio. “E o melhor, estão todos com saúde, tocando suas vidas. Os mais velhos e os mais novos trocando experiências. É bonito de se ver”, afirma. O irmão Raydalvo vai além: “Família é a nossa estrutura. Eu, como mais velho dos primos homens, vejo como fundamental essa relação estruturada, cheia de bons exemplos a serem seguidos”.

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