Festival de Annecy começa este domingo com animação portuguesa em competição

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O Festival de Cinema de Animação de Annecy começa hoje, em França, com a presença de quase uma dezena de filmes portugueses ou com co-produção nacional na programação, a maioria em competição. Entre eles, a longa Decorado, de Alberto Vázquez, co-produção de Espanha com a portuguesa Sardinha em Lata, premiada este ano nos prémios Goya. Parte da história de Arnold “um homem de meia-idade que atravessa uma crise existencial e no relacionamento”.

Na competição de curtas estão as co-produções portuguesas Filha da Água, de Sandra Desmazières, e Virgem Fandango, de Marcy Page.

A curta Filha da Água, produção luso-francesa distinguida nos prémios franceses Césares, “propõe uma experiência profundamente sensorial, onde o tempo, a água e a memória”

Filha da Água, produção luso-francesa distinguida nos prémios franceses Césares, “propõe uma experiência profundamente sensorial, onde o tempo, a água e a memória se entrelaçam num universo visual de grande delicadeza”, explica a produtora portuguesa Animais AVPL.

Virgem Fandango é uma co-produção entre Portugal (Ciclope Filmes) e Canadá que, do ponto de vista técnico e artístico, se destaca pela utilização de 12 mil azulejos portugueses pintados à mão e posteriormente animados com a utilização da técnica stop motion.

Porque Hoje é Sábado, de Alice Eça Guimarães, produzida pela Animais AVPL com França e Espanha, está na competição Perspectivas

A curta-metragem Porque Hoje é Sábado, de Alice Eça Guimarães, produzida pela Animais AVPL com França e Espanha, está na competição Perspectivas, chegando a Annecy com um currículo de mais de duas dezenas de prémios. É protagonizada por uma mulher que procura ter tempo num sábado, supostamente de descanso, mas que é constantemente interrompido por tarefas domésticas e responsabilidades familiares.

Da programação de Annecy fazem parte igualmente XYZ, de Alexandre Alagôa; uma curta produção promocional do festival Monstra de 2025, de Vasco Casula; e Um corpo sem cavalo?, de Lara Fuke, com co-produção portuguesa minoritária, na selecção de filmes de escola.

Lúcido, curta-metragem interactiva de Vier produzida pela Cola Animation, estará no programa dedicado à realidade virtual.

O festival acolhe ainda sessões de apresentação à indústria de obras em produção ou em projecto. Estarão lá cerca de uma dezena de propostas envolvendo Portugal, nomeadamente as duas longas O casalinho do diabo, de Jerónimo Rocha e João Miguel Real, e Amazofuturismo (Portugal e Brasil), de Isabella Papa e Baboo Matsusaki.

Este ano, entre os convidados para os júris estão Abi Feijó e Fernando Galrito, dois nomes há várias décadas ligados à produção, realização e programação de cinema de animação em Portugal.

O festival, que em 2024 atribuiu o prémio máximo à curta-metragem Percebes, de Laura Gonçalves e Alexandra Ramires, é considerado um dos mais importantes para a animação. Começa dias depois de ter sido inaugurada a Cidade Internacional do Cinema de Animação, um espaço em Annecy dedicado em permanência à animação, com exposições, residências e ciclos de cinema. Termina no 27.

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