Festival em praia no Nordeste do Brasil mira expansão com mais turistas europeus

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A Praia de Pipa, em Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte, recebe, de 4 a 13 de dezembro de 2026, a quinta edição do Mana Fest, festival esportivo e cultural que reúne competições, experiências e ações socioambientais. Com expectativa de atrair cerca de 500 atletas e cinco mil visitantes, o evento também avança em sua estratégia de internacionalização e está sendo apresentado esta semana a agentes de viagem do mercado europeu durante o Meeting Brasil Europa, realizado no Porto e em Lisboa, com o objetivo de atrair parceiros e interessados para a edição deste ano.

Classificada pelos organizadores como uma plataforma de experiências, a programação combina esporte, cultura e sustentabilidade, distribuídos ao longo de 10 dias. As atividades acontecem em diferentes arenas montadas na Praia de Pipa e incluem seis modalidades esportivas: canoa havaiana, natação, surf, beach tênis, altinha (cujo objetivo é manter a bola no ar o maior tempo possível, com a cabeça, pés, ombros, peito e joelhos) e lifesaving (salvamento aquático). As competições reúnem participantes de diferentes níveis, do amador ao profissional.

Com o tema Oceanos, a edição de 2026 reforça o compromisso ambiental do festival e sua conexão com pautas globais, segundo Michaela Bitarello, uma das produtoras do evento, que conta com certificação de Carbono Neutro e adota práticas estruturadas de gestão de resíduos, além de ações de compensação ambiental, como o plantio de mudas com a participação de estudantes da rede de ensino municipal. A iniciativa está alinhada à Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, que busca promover a preservação dos mares por meio da ciência e da conscientização.

Canoa havaiana atrai muitos competidores durante o festival
Mana Fest

Entre os destaques da programação, em 2026, está a participação da velejadora e escritora Tamara Klink, que apresentará a palestra Nossos Oceanos. “O oceano conecta todos nós. Estar em um lugar como Pipa, onde natureza e comunidade caminham juntas, reforça a importância de cuidarmos desse patrimônio que é coletivo”, afirma Tamara.

Desenvolvimento econômico regional

Além do conteúdo esportivo, o festival oferece uma agenda cultural que inclui atividades artísticas, musicais e palestras, especialmente no período noturno, ampliando a experiência dos visitantes. A proposta é transformar o destino em um espaço de vivências em que o público se conecte ao estilo de vida da comunidade local.

Michaela Bitarello, uma das produtoras do evento, ressalta o compromisso com o meio ambiente
Mana Fest

Dados do Ministério do Turismo do Brasil indicam que cerca de 40% dos viajantes entre 24 e 34 anos demonstram interesse em viagens motivadas por eventos esportivos, tendência que, segundo Michaela, reforça o posicionamento do Mana Fest.

Segundo ainda a produtora, o projeto também exerce papel relevante no desenvolvimento econômico regional. Na edição mais recente, o impacto financeiro ultrapassou R$ 3,7 milhões (628 mil euros), beneficiando setores como hotelaria, gastronomia, comércio e transporte. “O evento tem um valor muito forte para a comunidade, promovendo ações socioambientais. Nele acontece a gestão responsável de resíduos e, neste ano, haverá também a presença de um projeto social chamado ‘Vou de canoa’, para falar da preservação dos oceanos”, diz ela.

O surf está entre as modalidades de competição no Mana Fest
Mana Fest

Criado em 2022 pelo produtor Bruno Robles, o festival reúne atualmente uma equipe de quatro organizadores e, em sua última realização, contou com atletas de 11 estados brasileiros e representantes de oito países, com destaque para a presença de turistas argentinos. “A gente acredita que há um público europeu que possa ter interesse em participar. Já tivemos em edições anteriores participantes da França, Portugal, e acreditamos que, em 2026, será uma boa oportunidade para os atletas e entusiastas do esportes estarem presentes”.

Internacionalização

A participação no Meeting Brasil Europa, em Lisboa e no Porto, integra essa estratégia de expansão, destaca Michaela. No caso, o projeto está sendo apresentando como um “produto turístico exportável”, que traduz o estilo de vida de Pipa e “dialoga diretamente com tendências globais, como turismo de experiência, bem-estar e sustentabilidade”. O objetivo: posicionar a programação como porta de entrada para o público português descobrir e vivenciar o lugar de forma autêntica.

Ela acrescenta que os interessados em participar devem acompanhar as redes sociais do evento, onde serão divulgadas, nos próximos dias, as inscrições. O festival conta com parcerias estratégicas, incluindo operadoras que oferecem pacotes que incluem transporte aéreo e inscrição. Fora as competições, as programações culturais e socioambientais são gratuitas.

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