Florentino ganha eleições, Mourinho regressa ao Real Madrid

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Florentino Pérez arriscou e voltou a ganhar a presidência do Real Madrid. Depois de ter convocado eleições antecipadas numa época de zero conquistas, o empresário ganhou o escrutínio contra o também empresário Enrique Riquelme e vai continuar a liderar os destinos dos “merengues” por mais um mandato – foi presidente do Real entre 2000 e 2006 e voltou ao cargo em 2009. Com o triunfo eleitoral de Florentino fica confirmado o regresso de José Mourinho ao banco dos madridistas, 13 anos depois da primeira passagem. E o Benfica fica finalmente livre para resolver a sua vida.

A reeleição de Florentino como líder dos “merengues” era o primeiro dominó que precisava de cair para que os “encarnados” pudessem oficializar Marco Silva como treinador. Mourinho, já se sabe, seria o novo técnico caso Florentino fosse eleito, mas ainda havia o risco de Riquelme ganhar – e ele tinha Jurgen Klopp como treinador, embora o próprio tenha desmentido esta possibilidade. Assim, três semanas após o último jogo da época dos “encarnados”, tudo se resolve no que diz respeito aos treinadores e o Benfica ainda terá direito a uma indemnização de 15 milhões.

Voltando ao Real Madrid, a Florentino e a Mourinho, será um regresso ao passado para todos. O técnico sadino chegou a Madrid em 2010, pouco depois de ter vencido a Liga dos Campeões pelo Inter, para tomar conta de uma equipa que tinha Cristiano Ronaldo, Benzema e outros “galácticos”. O azar do Real de Mourinho foi ter coincidido com uma das melhores equipas da história, o Barcelona de Guardiola, e, em três épocas, foi “apenas” uma vez campeão, em 2011-12, com um recorde de 100 pontos – também ganhou uma Taça do Rei em 2011 e uma Supertaça em 2013.

A era Mourinho não foi das mais vitoriosas da história “merengue” – nos anos seguintes, o Real ganharia seis Champions. Mas Florentino entende que foi o português a lançar as bases de um ciclo vitorioso do Real e foi por isso que promoveu o seu regresso. “Deu-nos a competitividade de que precisávamos”, declarou durante a campanha.

Para além de Mourinho, o homem-forte do Real Madrid confirmou as contratações de Ibrahima Konaté, central francês em final de contrato com o Liverpool, e de Denzel Dumfries, lateral neerlandês ex-Inter, e aludiu ao acordo com um “galáctico” que será o mais caro da história do Real Madrid, não menos de 150 milhões – poderá ser Vitinha, médio português do PSG.

Ainda sem saber resultados oficiais, mas já com a certeza da vitória eleitoral, Florentino fez o seu discurso triunfante e não se esqueceu de Mourinho. “Ganhámos em todas as mesas eleitorais, em todas as idades, segundo melhor resultado da história das eleições do Real Madrid. Vocês uma vez mais mostraram o compromisso e lealdade ao Real Madrid. Estou muito orgulhoso. Vamos ter os melhores jogadores do mundo e um dos melhores treinadores do mundo, José Mourinho, um grande madridista”, declarou Florentino.

Na perspectiva de Mourinho, este é um terceiro regresso ao passado – já tinha feito o mesmo com Chelsea e Benfica – e numa altura em que a sua aura de vencedor em série já se tinha desvanecido. O seu último troféu é uma Liga Conferência com a Roma em 2022, sendo que o último título de campeão nacional foi em 2015, com o Chelsea. Não conseguiu reacender essa chama no regresso ao Benfica – 3.º no campeonato, eliminado nas duas taças e nos play-off da Champions – e não cumpriu a promessa que a determinada altura fez, o de continuar na Luz.

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