Governo romeno derrubado após moção de censura

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O Parlamento romeno aprovou uma moção de censura que derrubou o Governo do primeiro-ministro Ilie Bolojan esta terça-feira. A queda do executivo minoritário era iminente desde que, no final de Abril, o Partido Social Democrata (PSD) anunciou a saída da coligação governamental.

Os sociais-democratas juntaram-se aos partidos da extrema-direita para votar a favor da moção de censura a Bolojan, atirando a Roménia para um cenário de instabilidade política que pode pôr em causa os ratings da sua dívida soberana, o acesso a fundos comunitários ou a estabilidade da moeda local, que caiu para um valor mínimo na paridade com o euro esta manhã.

A coligação pró-europeia que juntava os sociais-democratas ao Partido Nacional Liberal, de centro-direita, de Bolojan, esteve no poder durante os últimos dez meses e foi construída para impedir a ascensão das forças de direita radical populista, cada vez mais populares, ao poder.

No entanto, a estabilidade da coligação esteve sempre em causa, sobretudo por causa das críticas do PSD às medidas económicas defendidas pelo seu parceiro de Governo. Quando anunciou a saída da coligação, no final de Abril, o líder do PSD, Sorin Grindeanu, acusou os liberais de aplicarem políticas de austeridade que estavam a empobrecer a população.

É pouco claro se haverá condições para que o Partido Nacional Liberal continue a governar em minoria, embora seja esse o desejo do primeiro-ministro. “Será que alguém poderá dizer como é que a Roménia irá funcionar amanhã, vocês têm um plano?”, questionou Bolojan durante a sessão parlamentar. “Os romenos vão perceber que se pode governar de forma diferente, com respeito pelo dinheiro público, e não se pode desfazer isso”, acrescentou.

O cenário de eleições antecipadas não é desejado por nenhum dos membros da coligação pró-europeia, que antecipam fortes ganhos da Aliança para a União dos Romenos (AUR), o partido de extrema-direita que tem subido nas sondagens.

O Presidente Nicusor Dan, um moderado, vai receber os líderes dos partidos para tentar encetar negociações que permitam a reconstrução da coligação, provavelmente com um novo primeiro-ministro. O PSD já deu sinais de que poderia trabalhar com outro chefe do Governo liberal.

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