Nas listas das melhores e das mais bonitas praias do mundo, nunca falta a Grécia. E, muito frequentemente, até a liderar esses chamativos tops. Sob o mote da preservação ecológica e da defesa das praias, o Governo grego actualizou recentemente a sua já longa lista de praias sob protecção especial, onde são proibidas construções de estruturas turísticas além de actividades comerciais, nomeadamente o omnipresente aluguer de guarda-sóis e espreguiçadeiras, espaços de bar, desportos aquáticos e em geral veículos motorizados, ou música amplificada. São agora 251 as zonas incluídas, consideradas “praias imaculadas” e “intocadas”.
A iniciativa, segundo o ministério grego do Ambiente, pretende “garantir a protecção eficaz das praias com especial valor estético, geomorfológico ou ecológico, bem como a preservação dos tipos de habitat e das espécies vegetais e animais presentes nessas praias específicas”. As decisões seguem recomendações da Agência para o Ambiente Natural e Alterações Climáticas e a maioria dos locais encontram-se em zonas protegidas no âmbito da rede Natura 2000 da União Europeia.
De ano para ano, a lista tem crescido: eram 198 em 2024, 238 no ano passado e, este ano há 13 praias novas que entram em defeso. Entre elas alguns “paraísos” muito procurados, adianta o jornal grego Kathimerini, no Parque Nacional da Lagoa de Messolonghi, Chalikounas em Corfu, Pori e Italida em Ano Koufonisi, Kastro em Lefkada, sete praias na região de Hania em Creta incluindo a praia de Vienna.
Embora apresentada como uma medida de protecção natural (e dos habitats de algumas espécies, entre tartarugas e focas-monge), e de controlo do sobreturismo, as proibições de usos mais massivos e comerciais não recebem o aplauso unânime, particularmente de populações locais, habituadas a usar para lazer ou explorar comercialmente a área, que acabam por ver destruídas algumas edificações.
Foi o que aconteceu em finais de Abril na pequena ilha de Gavdos, relata a France 24, a sul de Creta. Foram destruídas construções ilegais, várias barracas à beira-mar, por entre protestos vigiados pela polícia de intervenção.
Noutros locais, porém, sublinha o portal Greece Is, que tem várias publicações sobre destinos na Grécia, as medidas acompanharam movimentos de cidadãos, caso da praia de Kastro, na ilha jónica de Lefkada, onde se lutou contra projectos de construção turística numa área de costa ainda selvagem.
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