Hantavírus: 40 passageiros desembarcaram em Santa Helena após morte do primeiro doente

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Cerca de 40 passageiros do MV Hondius, o navio de cruzeiro afectado por um surto mortal de hantavírus, desembarcaram na ilha de Santa Helena após a morte do primeiro passageiro, disseram nesta quinta-feira, 7 de Maio, as autoridades dos Países Baixos.

Os 40 passageiros abandonaram o navio durante a escala em Santa Helena, território ultramarino britânico no Atlântico, antes da chegada a Cabo Verde, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Haia. Entre os passageiros que desembarcaram encontrava-se a cidadã holandesa (mulher do holandês que morreu a bordo), que foi depois hospitalizada na África do Sul e o cidadão suíço que também recebeu tratamento.

A companhia holandesa que opera o navio já tinha dito que a mulher do primeiro paciente a morrer a bordo tinha abandonado o cruzeiro em Santa Helena para acompanhar o corpo do marido. A mulher viajou depois para a África do Sul num voo comercial e morreu após adoecer em Joanesburgo. No entanto, a empresa não tinha informado da saída de outros passageiros do navio de cruzeiro em Santa Helena.

As autoridades na África do Sul e na Europa estão a tentar localizar os contactos de quaisquer passageiros que tenham abandonado o cruzeiro depois de, nesta quarta-feira, ter sido divulgado que um homem que tinha desembarcado do cruzeiro em Santa Helena e viajado para casa estava internado com hantavírus na Suíça. As autoridades holandesas desconhecem o paradeiro dos restantes passageiros do navio que desembarcaram nessa altura.

Um homem britânico foi retirado do navio para a África do Sul dias mais tarde e três pessoas, incluindo o médico do cruzeiro, foram retiradas quando a embarcação estava ao largo de Cabo Verde e levadas para a Europa na quarta-feira. Um destes passageiros, que apresentava sintomas de infecção por hantavírus e que estava num avião comercial na Gran Canária desde quarta-feira, foi transferido para Amesterdão numa aeronave adaptada para transporte médico, disse à Lusa fonte oficial espanhola.

Dois cidadãos britânicos que regressaram ao Reino Unido isolaram-se voluntariamente e contactaram as autoridades assim que souberam do surto no navio MV Hondius, mas não apresentam sintomas de infecção. De acordo com a Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA) os dois passageiros deixaram o navio de cruzeiro no final de Abril, “perto da ilha de Santa Helena”, e regressaram a território britânico a partir de Joanesburgo, África do Sul.

As autoridades sanitárias dos EUA também confirmaram que estão a monitorizar de perto a situação de vários viajantes norte-americanos que estiveram a bordo do cruzeiro, não sendo claro, para já, em que altura é que desembarcaram. As autoridades do estado da Geórgia estão a acompanhar a situação de dois viajantes e as da Califórnia a monitorizar um número não divulgado de residentes que também estiveram no navio. No Arizona há ainda outro passageiro do Hondius que, para já, não apresenta sintomas.

Até esta quarta-feira, 6 de Maio, foram identificados oito casos (três casos de hantavírus confirmados por laboratório e cinco casos suspeitos) e três pessoas morreram. Cerca de 150 pessoas permanecem a bordo do navio de cruzeiro — que deve chegar no fim-de-semana ao porto de Granadilla de Abona, na ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, Espanha — sob rigorosas medidas de precaução.

Os hantavírus são vírus zoonóticos, caracterizados por infectar roedores, e diferentes espécies circulam na Europa, na Ásia e na América. Embora tenham sido identificadas numerosas espécies de hantavírus, apenas algumas estão associadas a infecção humana, mas podem causar doença grave, cujas manifestações clínicas dependem do tipo de vírus, que difere entre zonas geográficas.

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