Inter é campeão com Chivu, um homem que achou que estava tudo bem

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O Inter de Milão garantiu neste domingo a conquista da Liga italiana, depois do triunfo (2-0) frente ao Parma. Thuram e Mkhitaryan encaminharam a vitória, abrindo o caminho para o 21.º título do clube milanês, que fica agora a 15 da Juventus.

Para isto acontecer, o treinador Cristian Chivu teve de analisar o que se passava naquela equipa – e decidiu que estava tudo bem. Como diriam os ingleses, “if it ain’t broke, don’t fix it”, que é como quem diz que não vale a pena mudar algo que parecia estar em condições. Ou, como diria Mourinho, Chivu decidiu que tinha “de meter o dedo, mas muito ao de leve”.

O técnico romeno, que já tinha terminado a temporada passada no lugar de Simone Inzaghi, herdou um plantel que tinha chegado à final da Liga dos Campeões.

Para começar, não perdeu nenhum jogador relevante dessa equipa. E isso, em abstracto, já é um bom começo. Depois, adicionou algumas peças interessantes, sobretudo Bonny e Akanji, ambos já com mais de 40 jogos nas pernas nesta temporada.

A nível de sistema táctico e de modelo de jogo, Chivu também não quis mexer. Manteve o 3x5x2 que há vários anos é marca de água do Inter e deu-se, nessa medida, uma decisão win-win entre o clube e o técnico: Chivu esteve no clube durante vários anos a treinar a equipa de juniores – e estava, portanto, habituado a desenvolver o 3x5x2 de Inzaghi. E o Inter teve a possibilidade de fazer, com Chivu, uma transição suave em relação ao período de Inzaghi, já que sabia que ia buscar um homem com ideias semelhantes e, sobretudo, disposto a manter o que tinha sido bem feito.

Dimarco no passe

Chivu adicionou, ainda assim, algumas dinâmicas diferentes. A equipa aumentou bastante o número de cruzamentos que faz por jogo e é, nas cinco principais Ligas, a que mais cruza.

Em Itália, Dimarco já leva 17 assistências – valor que só tem paralelo com as 16 de Papu Gómez em 2018. E os dois melhores marcadores do campeonato, Thuram e Lautaro, também moram em Milão.

Enquanto com Inzaghi havia alguma preocupação em não deixar a equipa em 3x2x5 em momento ofensivo, com Chivu esse cuidado é menor: o que envolve risco, mas também permite envolver os dois laterais em simultâneo no ataque posicional. A equipa coloca muita gente em zonas de finalização e, sabendo que é também das mais fortes da Europa nos duelos aéreos, usa e abusa dos cruzamentos.

Desilusão europeia

Outra dinâmica adicionada foi a troca posicional entre os centrais mais abertos e os médios. Isto tem permitido à equipa trocar as voltas às referências individuais dos adversários e, assim, conseguir saídas limpas com maior facilidade.

Em vantagem no marcador, a equipa tem sido letal – e isto não é novo, mas sim uma continuidade. É uma equipa sem qualquer problema em baixar o 5x3x2 para um bloco baixo e tem, depois, jogadores muito fortes nas transições. É uma das equipas das “big 5” que menos golos contra esperados tem – ou seja, permite muito pouco aos adversários.

Outra dinâmica que se manteve foi a tremenda coordenação entre Lautaro e Thuram, uma dupla sempre bem oleada: se um baixa em apoio, o outro arranca no espaço.

O Inter até parece ser, em certa medida, uma equipa a fazer o oposto do que se vê cada vez mais. A sobrepovoação do corredor central, o futebol associativo e o controlo territorial dão lugar, nesta equipa, à exploração dos corredores, aos cruzamentos, ao ataque ao espaço e a um ataque posicional mais prático e vertical.

Apesar destas melhorias, com consequente domínio em Itália, o Inter acabou por desiludir na Liga dos Campeões. Foi uma das vítimas do Bodo e caiu logo no play-off de acesso aos oitavos-de-final – na primeira fase ficou a apenas um ponto do apuramento directo.

Ainda de pé está a Taça de Itália, com final agendada para daqui a dez dias, frente à Lazio.

Tottenham respira

Ainda em Itália, o AC Milan perdeu frente ao Sassuolo (2-0) e a Juventus empatou com o Verona (1-1), juntando-se ao Nápoles e ao Como, que se tinham anulado mutuamente no sábado. Assim, Nápoles, Milan, Juventus, Como e Roma continuam em luta aberta pela ida à Champions.

Deste domingo de futebol internacional destaque ainda para a vitória do Tottenham, que com dois triunfos seguidos já respira um pouco melhor na luta pela permanência na Premier League. Venceu o Aston Villa por 1-0 e está, agora, um ponto acima da zona de descida. Entre Nottingham, Tottenham e West Ham alguém vai descer.

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