Intérpretes de Stranger Things, Hacks e Big Mistakes pedem mais histórias LGBT+

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Vários atores distinguidos, esta sexta-feira, na 3.ª Celebração do Cinema e Televisão LGBTQ+ feita pela Critics Choice Association, pediram maior investimento na criação de histórias e personagens LGBTQ+, defendendo a importância da representação e diversidade.

“Precisamos que mais dinheiro seja investido em vozes queer“, disse o actor Dan Levy, que recebeu o prémio Vanguarda pelo seu papel na nova série Netflix Big Mistakes. “Precisamos de ser vistos como recursos valiosos e não como anomalias”, afirmou o actor, que ficou conhecido com a série Schitt’s Creek.

“Toda a gente nesta sala está aqui por ter desafiado alguma probabilidade e a minha esperança é que possamos chegar a um ponto nesta indústria em que as probabilidades estejam a nosso favor”.

Dan Levy (á direita) e Noah Schnapp pediram: mais queer
Phillip Faraone/Getty Images for Critics Choice Association

Também Noah Schnapp, que interpretou Will Byers em Stranger Things, falou da importância da representação quando recebeu o prémio Breakthrough Performance pela quinta e última temporada da série da Netflix. “O que gostei mais na história do Will é que foi centrada na esperança e no amor, não apenas no medo e na dor”, referiu o jovem actor, que se assumiu homossexual aos 18 anos. “No seu âmago, Stranger Things sempre foi sobre como enfrentar a escuridão juntos”, descreveu.

“Para todos os jovens que ainda estão a navegar as suas identidades, se a jornada do Will vos permitir sentirem-se um bocadinho menos sozinhos, essa é a maior honra que posso conquistar”, partilhou.

Numa cerimónia que antecipou o início do Mês do Orgulho LGBTQ+ e decorreu no hotel Four Seasons, várias vozes salientaram não só o sucesso de histórias abertamente queer como o seu impacto na audiência.

Foi o caso da actriz Hanna Einbinder, Ava na série de comédia Hacks, da HBO. “Sei em primeira mão o impacto que isto pode ter em pessoas jovens”, disse, ao receber o prémio na categoria de comédia. “Sim, a representação queer importa, mas mais ainda quando pessoas queer podem criar histórias autênticas”, considerou.

Einbinder, que contracenou com Jean Smart em Hacks, disse-se orgulhosa do trabalho na série, onde ela foi uma de várias atrizes LGBTQ+. “A nossa série criou um lugar onde pessoas queer podem rir e sentir-se vistas”, afirmou.

Na 3.ª edição, a Critics Choice Association deu a Jane Lynch a estatueta de Pioneira, celebrando o seu trabalho no concurso Celebrity Weakest Link, e distinguiu Tig Notaro, Karim Diané, Gina Yashere e Kerrice Brooks com o prémio Elenco pela série Star trek: Starfleet Academy.

“Houve momentos em que duvidei de mim mesmo”, contou Karim Diané, falando sobre a avalanche de reacções à sua entrada no universo Star Trek. Mas ao participar recentemente na sua primeira convenção de fãs, na Alemanha, ouviu os testemunhos de quem se sentiu representado pela sua presença. “A representação não é política, não é uma tendência, é dizer às pessoas que elas pertencem”, considerou.

A 3ª Celebração do Cinema e Televisão LGBTQ+ distinguiu ainda Paula Pell com o prémio Trailblazer, Brandon Scott Jones pelo papel secundário em Ghosts, Jacob Tierney como Showrunner por Heated Rivalry e Dearbhla Walsh como realizadora por Margo’s Got Money Troubles.

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