A activista iraniana Narges Mohammadi, Nobel da Paz 2023 detida no Irão desde Dezembro, está “entre a vida e a morte”, após hospitalizada de emergência no passado fim-de-semana, indicou esta terça-feira a sua advogada. “Nunca tememos tanto pela vida de Narges; ela pode deixar-nos a qualquer momento”, disse Chirinne Ardakani numa conferência de imprensa organizada pela comissão de apoio à jornalista e activista dos direitos humanos iraniana em Paris.
A activista de 54 anos, desde sexta-feira internada na Unidade de Cuidados Coronários de um hospital da cidade de Zanjan, continua em “situação instável”, a receber fornecimento adicional de oxigénio, com pressão arterial elevada e a sofrer de náuseas, indicou a sua fundação nas redes sociais.
Mohammadi iniciou uma greve de fome em Fevereiro deste ano para protestar contra as condições em que se encontra encarcerada, tendo já o marido e a Fundação Narges, sediada em Paris, denunciado que as autoridades prisionais a submetem regularmente a espancamentos e outros tipos de tortura.
A prémio Nobel da Paz 2023 foi detida a 12 de Dezembro de 2025, enquanto assistia ao funeral do advogado Khosrow Alikordi, que morrera semanas antes em “circunstâncias estranhas”.
A activista passou a maior parte dos últimos 20 anos da sua vida atrás das grades, sofreu múltiplos enfartes e foi submetida a uma cirurgia de emergência em 2022. Foi cinco vezes condenada pela justiça da República Islâmica, até acumular uma pena total de 31 anos de prisão, sobretudo pelo papel desempenhado nos protestos contra o severo código de vestuário das mulheres no Irão, além de outras punições, como flagelação e proibição de viajar.
Na segunda-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, instou as autoridades de Teerão a garantirem-lhe “pelo menos” os cuidados médicos urgentes de que necessita, após ter sido hospitalizada com um problema cardíaco surgido durante a greve de fome de Fevereiro. Estas declarações de Guterres surgiram depois de os familiares da defensora dos direitos humanos terem exigido na passada sexta-feira que Mohammadi fosse transferida para um hospital da capital iraniana, para ser submetida a uma angiografia e poder assim obter um diagnóstico completo, dados os seus antecedentes.
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