As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) admitiram, num comunicado no seu canal do Telegram, ter provocado a morte de três militares libaneses durante um ataque no Sul do Líbano neste sábado. A operação, segundo dizem, não se destinava ao Exército, mas sim ao Hezbollah.
Na mensagem, os militares israelitas explicam que atacaram um veículo nas imediações de Tebnit, na estrada entre Khardali e Nabatieh, depois de o terem considerado suspeito por circular naquela zona para a qual tinha sido emitida uma ordem de evacuação. Segundo as IDF, havia indicações de que o Hezbollah estaria a preparar ataques contra tropas israelitas destacadas naquela área.
Após uma investigação preliminar, as IDF concluíram que no interior do veículo atingido seguiam dois oficiais e um soldado do Exército libanês. “As IDF estão a investigar o incidente e lições serão aprendidas. As IDF operam contra a organização terrorista Hezbollah, não contra o Exército do Líbano”, lê-se.
Em comunicado divulgado pela National News Agency (NNA) do Líbano, o comando do Exército do país confirmou a morte dos três militares e identificou-os como sendo dois oficiais e um soldado. O Exército classificou a ocorrência como uma “agressão israelita bárbara” e acusou Telavive de minar os esforços diplomáticos por uma paz prolongada, usando como exemplo os bombardeamentos que continuam a acontecer em várias regiões no Sul do país. Várias agências noticiosas dão conta de bombardeamentos ocorridos durante a última noite em regiões como Nabatieh, Sídon, Tiro, Jezzine, Marjayoun e Bint Jbeil.
O Presidente do Líbano também já condenou o ataque israelita. Numa publicação no X, o comunicado da Presidência considera que esta acção representa uma violação flagrante da soberania do país e do direito internacional e relembra “os outros militares e civis mártires, crianças, mulheres, pessoal da saúde e busca e salvamento e jornalistas” vítimas de Israel. Joseph Aoun apresentou condolências às famílias dos militares e apelou à comunidade internacional para que assuma as suas responsabilidades e pressione Israel para o cumprimento das resoluções internacionais, de modo a que seja garantida a segurança e estabilidade no Líbano.
Segundo dados das autoridades libanesas, citados pela EFE, os ataques israelitas já causaram mais de 3560 mortos no Líbano. Do lado israelita, morreram 27 militares e um trabalhador civil, de acordo com números oficiais citados pela AFP.
Na quinta-feira, o Hezbollah rejeitou um novo cessar-fogo no Líbano. Mas mesmo antes da rejeição, Israel já tinha afirmado que não retiraria as suas tropas do país. O acordo de cessar-fogo que tinha sido assinado no dia anterior foi esvaziado.
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