João Manzarra estreou-se na televisão portuguesa há quase 20 anos no Curto Circuito da SIC Radical. Não demorou até chegar a voos mais altos e foi apresentador do concurso de talentos Ídolos na SIC. Seguiram-se programas como A Máscara ou Vale Tudo. Fora do ecrã, quem o quer ver feliz é a escalar uma qualquer montanha pelo mundo e até tem partilhado as viagens com os seus seguidores, descobrindo uma faceta de Youtuber. Tem mais de 20 mil subscritores no canal de viagens e no Instagram são 513 mil seguidores.
Gosta de viajar pelo mundo sozinho pela “pura liberdade” e “adrenalina” que experiencia nesses momentos. E de preferência prefere fazê-lo sem o telemóvel, sendo especialmente crítico desse pequeno aparelho que diz dominar as nossas vidas. “Acho o estar ao telemóvel uma coisa feia. É uma coisa que a mim não me atrai num ser humano”, declara no podcast A Vida Não é o Que Aparece. “Se vejo alguém à minha volta com um telemóvel há ali qualquer coisa que parece que aquela pessoa se está a afastar do melhor dela, de uma vida melhor que poderia estar a ter naquele momento”.
Ao mesmo tempo, reconhece que é uma ferramenta de comunicação, que o próprio usa, confessando viver num “paradoxo”. Consciente dos perigos das redes sociais ou dessa utilização permanente daquele dispositivo, prefere moderar a sua utilização, motivo por que não partilha tanto. “Preocupa-me que as redes sociais sejam quase um exclusivo da atenção humana. O mundo passa a ser um ecrã e isso deixa-me triste. Causa-me alguma tristeza perceber que a experiência da vida seja a olhar para um ecrã”, lamenta.
Até porque as redes sociais estão cheias de ilusões e de “vidas editadas”, um tema para o qual devemos estar conscientes, diz o apresentador. “Nós convivemos com a televisão que também é a mesma coisa. O que muda é o espaço em que as coisas são apresentadas. Agora, nas redes sociais, há muita gente com esse poder de iludir.”
Assim, tenta levar temas importantes para as redes sociais, como a sustentabilidade e já foi alvo de críticas pela sua postura em prol do ambiente. “Como as minhas intenções eram todas boas realmente sofri um bocadinho quando percebi que estava a criar tanta irritação noutras pessoas”, desabafa em entrevista ao PÚBLICO. “Muitas destas pessoas até olham para as minhas acções e há um lado que admiram, mas, como não conseguem ser assim, acho que isso levanta nelas uma irritação.”
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