Joyce Alane leva brega e pop nordestinos à estreia europeia no Rock in Rio Lisboa

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A cantora e compositora pernambucana Joyce Alane faz sua estreia na Europa neste sábado (20), no Rock in Rio Lisboa, no BacanaPlay Digital Stage. Conhecida por misturar brega e pop e por uma identidade marcadamente nordestina, Joyce foi indicada ao Grammy Latino de 2025 com o projeto Casa Coração, voltado ao forró, e estreou em disco com Tudo é Minha Culpa (2024).

A apresentação integra o projeto da Embratur que leva nomes da nova geração da música brasileira ao festival, que também terá Carol Biazin, Melly e Bento Gil. A estratégia da agência é promover o país no exterior por meio da cultura e da economia criativa. O festival começa neste sábado (20), segue no domingo (21) e é retomado no próximo final de semana, no Parque Tejo, com um programa que conta com um grande time de artistas brasileiros.

A artista conversou com o PÚBLICO Brasil sobre a primeira passagem pela Europa, as raízes da sua música, a luta contra o preconceito musical e cultural e os planos de novas parcerias musicais e projetos.

Esta é a sua primeira vez na Europa. Como é a emoção de representar o Nordeste num palco internacional?

Estou muito, muito feliz. Não tem só eu representando o Nordeste, também tem a Melly, que está vindo com a Embratur. Para mim é uma alegria muito grande estar cantando minha música fora do Brasil e ver que tem gente aqui que escuta e que vai ao meu show para me assistir. É uma honra muito grande. Estou nervosa um pouquinho, mas tenho certeza de que vai ser massa. Que todos possam escutar a minha música. Tenho certeza de que vão gostar

Você mistura brega e pop desde o início da carreira, e agora carrega essa identidade para um palco global. O que isso representa para você?

Só me reforça a continuar levando a minha música, independentemente do lugar para onde eu vá. Quando lancei o Casa Coração, que foi um projeto voltado para o forró, lancei muito para mim e com a mensagem que a minha mãe sempre me falou, que sempre me dizia para lembrar-me de ondesou. Não tem por que eu mudar isso só porque a minha música, de repente, está sendo ouvida em outros países. É uma característica que eu tenho, de trazer referência de brega, de samba, de pagodão baiano, de maracatu pernambucano. E vou continuar fazendo isso. Acho que é o que faz a minha música ser do jeito que ela é.

Você acredita que essa sua postura ajuda a vencer o preconceito com certos ritmos, como o próprio brega? O que diria a quem ainda tem essa resistência?

Eu diria para essa pessoa melhorar. De fato, existe preconceito, e não é exatamente pelo estilo ou pelo que é cantado, mas pela origem dele. De onde ele veio, de qual comunidade, quem canta. É muito complicado, porque isso é baseado puramente em preconceito. Há músicas boas em todos os estilos e em todos os estilos se canta de tudo. Por que ter preconceito só com o funk ou só com o brega?

Existe algum artista desses estilos, que são considerados por alguns como “à margem”, com quem você sonha em fazer colaborações?

Tenho uma referência do brega pernambucano e já realizei esse sonho. Tenho um feat com ela no meu primeiro álbum, Tudo é Minha Culpa, na música Só Não Fale, gravada com Priscila Senna, a nossa rainha do brega pernambucano. A gente fala que é a musa. Tem muitos anos de carreira, é muito consolidada. Fico muito feliz, inclusive, porque ela estará no Rock in Rio deste ano, lá no Brasil. A Priscila é uma pessoa maravilhosa e merece tudo o que está conquistando.

E há alguma parceria que você ainda não fez e gostaria? Pode ser de qualquer estilo musical.

Eu queria muito fazer um feat um dia com o Nação Zumbi, que tem um trabalho massa até hoje uma importância muito grande para a cultura pernambucana e brasileira. Já fiz uma versão de uma música deles, Um Sonho, e sou apaixonada por eles.

Você esteve em Lisboa em meio às festas dos Santos Populares. Chegou a dançar forró? Como têm sido esses dias?

Forró eu não dancei, mas soube que tem aqui em Lisboa, e quero que me indiquem (risos). Fui a uma festa, com bebidas brasileiras, e foi maravilhoso. Já conheci Cascais, a Torre de Belém, a Praça do Comércio, andei a Avenida da Liberdade inteira. Comi pastel de nata, que eu chamava de pastel de Belém, mas um português me corrigiu. “Querida, não é assim, é pastel de nata. Pastel de Belém só em Belém.” Já aprendi. Amo conhecer culturas diferentes, lugares diferentes, as pessoas. É muito massa.

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