Konono Nº1, Tamikrest e Vitorino de regresso ao FMM Sines, agora com cartaz completo

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Depois do anúncio, em Fevereiro, das primeiras 12 confirmações, eis que chega a programação completa para a 26.ª edição do Festival Músicas do Mundo (FMM), com representantes de Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Eslováquia, Espanha, França, Itália, Jamaica, Mali, Marrocos, Nigéria, Palestina, Tunísia ou República Democrática do Congo, e um forte contingente português. Entre as novidades dos 38 concertos que animarão Sines e Porto Covo de 17 a 25 de Julho — uma redução face aos 49 do ano passado , destaque para o regresso dos tuaregues Tamikrest, dos congoleses Konono Nº1 e desse símbolo maior da música alentejana que é Vitorino.

Os Tamikrest, representantes dessa sonoridade que ficou conhecida como os “blues do deserto”, passaram pelo FMM em 2013 e estão de volta numa altura em que acabam de lançar o seu sexto álbum, Tassikel, gravado nos Países Baixos com o engenheiro de som Jasper Geluk, conhecido pelo trabalho com os Altin Gün. Tematicamente, garantem, as temáticas (exílio, deslocação forçada) mantêm-se, uma vez que a situação no Mali, de onde são originários, continua delicada e a colocar em perigo aqueles que se dedicam à música.

Já os congoleses Konono Nº1, cuja anterior presença no FMM data de 2016 (em 2018 não conseguiram o visto para entrar na Europa), regressam aos palcos depois de um silêncio de vários anos. A sua fusão magnética de tradição e electricidade, através dos likembes (lamelofones de dedos) amplificados, encontra-se aqui com a música electrónica africana do projecto Montparnasse Musique, depois de, em tempos idos, se ter cruzado com o projecto Batida, do luso-angolano Pedro Coquenão.

Os tuaregues Tamikrest actuarão no fim-de-semana de abertura do festival, quando o FMM se instala durante três dias (de 17 a 19 de Julho) na aldeia de Porto Covo. Cabe-lhes a noite do meio, ou seja de dia 18, em que partilharão o palco com o son cubano de Emilio Moret e os blues xamânicos dos germano-eslovacos Tolstoys. A primeira noite ficará a cargo do jazz de vistas desafogadas de Bruno Pernadas e do afro-jazz dos TC & The Groove Family, enquanto a despedida de Porto Covo se fará ao som do senegalês Momi Maiga e do blues-rock de Legendary Tigerman.

Quanto ao colectivo congolês, engrossará o programa da derradeira data do festival, rematando o período em que o Castelo de Sines e a Avenida Vasco da Gama, junto à praia, recebem as jornadas mais intensas do FMM, prolongadas do final da tarde até à madrugada. Nesses dias, o cardápio incluirá ainda o filme concerto Aïchoucha, pelo tunisino Khalil Epi, a estrela pop catalã Lia Kali, o reggae de Julian Marley (filho de Bob) e a tradição electrificada dos franceses Super Parquet (dia 22); o highlife renovado dos nigerianos The Cavemen., o novo afrobeat de Mádé Kuti (neto de Fela Kuti), a injecção de modernidade na tradição napolitana de La Niña e o folclore vitaminado dos chilenos Calle Mambo (dia 23); a versão electrónica da tradição marroquina aïta pelos Aïta Mon Amour, a nova pele “gainsbourguiana” do pernambucano Otto e a música gnawa de Saad Tiouly (dia 24); o novo mambo da Orquesta Akokákan, o vudu de Nana Benz du Togo e as sonoridades palestinianas de Le Trio Joubran e Isam Elias (dia 25).

A representação portuguesa, além do já anunciado regresso de A Garota Não e de novo concerto de Vitorino Salomé com o Grupo de Cantadores do Redondo, passa pela pop indie de Filipe Sambado, pelo jazz-rock dos Yakuza, pelo cancioneiro de intervenção século XXI dos Duques do Precariado, pelas canções atravessadas pela poesia nacional dos Lavoisier, pela pista de dança de Pedro da Linha, pela “elasticidade caleidoscópica de Frank Zappa, dos Deerhoof e da Banda do Casaco” (como escrevia o Ípsilon) dos Unsafe Space Garden e pela electrónica via Príncipe Discos da RS Produções.

A 20 e 21 de Junho, na passagem para Sines e antes das quatro noites intensas no Castelo, o Centro de Artes, o Pátio das Artes e o Largo Poeta Bocage recebem o cante jondo da cantaora Paqui Ríos, a electrónica do peruano Vitu Valera e o tango subterrâneo de Tablao de Tango (dia 20), a cantora senegalesa Mariaa Siga, a peculiar mistura de blues eléctricos e sapateado do duo francês One Rusty Band e o projecto RESSOA Ecos do Mundo, colectivo de músicos de diferentes culturas e geografias a viver em Portugal (dia 21).

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