Líder do PS diz que Seguro e Montenegro fizeram homenagem ao Programa Regressar

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O secretário-geral do PS considerou, nesta segunda-feira, que o apelo feito pelo Presidente da República e pelo primeiro-ministro ao regresso de emigrantes e luso-descendentes foi uma “homenagem” ao Programa Regressar criado quando foi secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

“Eu estive na origem do Programa Regressar. Em certa medida foi uma homenagem ao Programa Regressar, feita pelo Presidente da República e pelo primeiro-ministro”, afirmou José Luís Carneiro, em declarações aos jornalistas, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores, no arranque de uma rota pela economia do mar.

O Presidente da República, António José Seguro, defendeu no domingo que Portugal é hoje um país moderno “que quer de volta os seus” e, já sendo “extraordinário para se viver”, também “deve ser extraordinário para se trabalhar”.

Numa cerimónia com a comunidade portuguesa no Luxemburgo, que marcou o arranque das comemorações do Dia de Portugal, também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, destacou o “potencial de desenvolvimento” de Portugal e deixou um pedido aos emigrantes e luso-descendentes presentes.

Esta segunda-feira, questionado pela agência Lusa, José Luís Carneiro recordou que quando foi secretário de Estado das Comunidades Portuguesas esteve na origem do Programa Regressar, “que foi desenvolvido em 2017 para responder à comunidade luso-venezuelana que estava a regressar ao país”.

A medida foi depois alargada para todo o mundo e “já foi responsável pelo regresso de cerca de 40.000 portugueses”.

“Eu devo dizer que me sinto naturalmente honrado, que me sinto satisfeito, com o facto de se reconhecer que essa política, lançada em 2017/2018, é hoje vista como uma política que deve ser alargada nos seus propósitos”, afirmou o secretário-geral do PS.

Recordou, ainda, que a iniciativa “tinha mecanismos de apoio fiscal, tinha mecanismos de apoio financeiro ao transporte e à logística do regresso e tinha também incentivos à empregabilidade e ao investimento de quem voltava” ao país.

“E, por isso, foi com bastante alegria que vi e ouvi as palavras do senhor Presidente da República e do senhor primeiro-ministro a lembrarem essa linha de desenvolvimento do país, que é de procurarmos criar incentivos ao regresso de uma ampla diáspora que temos no mundo”, concluiu.

Segundo José Luís Carneiro, a diáspora constitui uma “linha de desenvolvimento estratégica que está ainda subaproveitada no plano da política externa e no plano do desenvolvimento económico e social nacional”.

“Eu tenho ideias muito claras sobre o modo como se pode aproveitar essa linha de desenvolvimento económico, essa linha de desenvolvimento estratégica”, disse.

Na sua opinião, é uma linha que merece toda a atenção e todo o apoio, considerando que “deve ter um grau de prioridade política que não tem tido” por parte do actual Governo esperando que o executivo liderado por Luís Montenegro “finalmente acorde para essa prioridade política estratégica”.

Nas declarações aos jornalistas, Carneiro referiu-se também às comemorações do 10 de Junho, que prosseguem na terça-feira e na quarta-feira na ilha Terceira, nos Açores, afirmando que a sua realização assinala a “grande dimensão geopolítica” dos Açores.

“Nós queremos reiterar a importância da aliança transatlântica e da nossa aliança de segurança e defesa com os Estados Unidos da América. Essa aliança é estrategicamente indispensável. Ela é geopoliticamente relevante para o futuro da segurança e da defesa nacionais”, afirmou.

O líder nacional do PS iniciou esta manhã, em Ponta Delgada, uma “rota pela economia do mar” que vai decorrer durante dois dias na ilha de São Miguel.

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