Há quase um século, numa cidade ainda muito distanciada da modernidade, Ventura Ledesma Abrantes, editor e livreiro, teve a ideia de trazer os livros para a rua. Num tempo em que 70 em cada 100 portugueses não sabiam ler, e em que a palavra “inovação” não pertencia ao léxico do quotidiano, inaugurou-se no Rossio aquele que viria a tornar-se um dos eventos mais marcantes da cidade de Lisboa — a Feira do Livro.
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