MAC/CCB mobilizou perto de 70% dos visitantes do Centro Cultural de Belém em 2025

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O Museu de Arte Contemporânea/Centro Cultural de Belém (MAC/CCB), com perto de 690 mil visitantes e 21 exposições, em 2025, mobilizou quase 70% do público do CCB, no ano passado, segundo o respectivo relatório de gestão.

Num total de cerca de um milhão de entradas no CCB, em 2025, para exposições, espectáculos, conferências, actividades educativas, congressos, reuniões ou “eventos comerciais“, 68,7% pertenceu ao MAC/CCB, com 689.142 entradas, seguindo-se os espectáculos, com 205 mil espectadores, um pouco mais de 20% do total.

O chamado “público cultural”, que também passou pelos diferentes auditórios e actividades culturais e educativas, no ano passado, somou, por seu lado, 854 mil pessoas, cerca de 85% do número global de visitantes.

O Relatório de Actividades e Gestão de 2025 agora publicado considera, por isso, que “o MAC/CCB foi o principal motor” da afluência.

“O museu desenvolveu um trabalho consistente de investigação, mediação e criação de conhecimento – expresso na exposição permanente Uma deriva atlântica“, lê-se na mensagem do conselho de administração da Fundação CCB (FCCB), que abre o relatório, destacando ao mesmo tempo exposições do ano passado, como As artes do século XX a partir da Colecção Berardo, 31 Mulheres. Uma Exposição de Peggy Guggenheim, em co-produção com a Fundación Mapfre, de Espanha, Chantal Akerman. Travelling, sobre a cineasta belga, Avenida 211, dedicada ao antigo núcleo artístico da capital portuguesa, e projectos da Trienal de Arquitectura de Lisboa.

Para o conselho de administração presidido por Nuno Vassallo e Silva, os resultados reflectem “uma organização mais integrada, em que o Museu de Arte Contemporânea e Centro de Arquitectura (MAC/CCB), as Artes Performativas e o Centro de Congressos e Reuniões actuam de forma complementar”.

No texto de abertura do relatório, são ainda destacados os cerca de 205 mil espectadores das 202 sessões de 155 espectáculos, nas diferentes áreas performativas, numa temporada que incluiu a ópera Adilson, de Dino D’Santiago, o teatro de Tiago Rodrigues com Hécuba, não Hécuba e a Comédie-Française, o Ballet de Lorraine, o ciclo Orquestras e co-produções com o Teatro Nacional de São Carlos e a Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Os números avançados pelo CCB indicam que, em 2025, “serviu 854.012 pessoas”, nas áreas culturais (espectáculos, exposições, conferências e actividades educativas), “mais 12% do que em 2024”, reduzindo “o custo por visitante de 13,79 euros para 12,29 euros”, segundo os indicadores agora publicados.

Outras actividades, incluindo encontros profissionais e “eventos comerciais”, responderam por 150 mil entradas, contribuindo para um “público total” de 1.004.193 pessoas.

Para 2026, o relatório anuncia a criação de um Gabinete de Desenvolvimento Estratégico, para “consolidar as fontes de receita”, através da identificação de oportunidades, dinamização de parcerias, captação de apoios, valorização de activos e desenvolvimento de “novos modelos de relação com empresas, públicos e entidades culturais”.

Este gabinete enquadra-se no plano estratégico “RE-VISITAR 2026-2030”, apresentado em Abril de 2025, quando foi assinado o contrato para a construção dos Módulos IV e V do CCB, com um hotel de luxo, apartamentos turísticos e lojas, num investimento de 80 milhões de euros, a concluir em quatro anos.

O relatório atesta ainda que, no ano passado, foi feito um “investimento total de 1,72 milhões de euros […] em projectos de modernização de infra-estruturas e equipamentos, incluindo a instalação de painéis fotovoltaicos, a requalificação técnica de espaços de espectáculo e o início da substituição de elevadores”.

Para investimentos nesta área, o CCB garantiu um financiamento de 2,5 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência.

No termo de 2025, a FCCB apresentou um resultado operacional positivo de 1,09 milhões de euros.

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