“Mestre” Pogacar deu lição a Seixas para voltar a ganhar a Liège-Bastogne-Liège

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O “mestre” Tadej Pogacar derrotou este domingo o “aprendiz” Paul Seixas para conquistar pela quarta vez a Liège-Bastogne-Liège, com o ciclista esloveno a somar na clássica belga o 13.º “Monumento” da carreira e o terceiro da temporada.

Hoje, o corredor da UAE Emirates não pôde seguir o seu plano habitual, porque o jovem francês de 19 anos respondeu ao seu ataque em La Redoute, mas acabou mesmo por festejar o seu quarto triunfo, e terceiro consecutivo, na “La Doyenne” após conseguir libertar-se de Seixas a 14 quilómetros da meta.

Grande favorito à partida, “Pogi” confirmou o seu estatuto na prova belga e concluiu em solitário os 259,5 quilómetros com início e final em Liège, que completou em 5h50m28s horas, deixando o ciclista da Decathlon, apontado como seu potencial sucessor, a 45 segundos.

Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe), que chegou a ter quatro minutos de vantagem sobre os dois primeiros classificados depois de fugir com um numeroso grupo nas primeiras pedaladas da clássica belga — só foi alcançado já dentro dos derradeiros 100 quilómetros —, completou o pódio, a 1m42s.

“Hoje, aconteceu muita coisa. No início, estava atrás, a seguir as rodas, vi que íamos rápido e, de um momento para o outro, um grupo fugiu. […] Foi um susto, mas conseguimos manter a situação sob controlo e, depois, a Decathlon ajudou-nos. Nunca devemos deixar o Remco escapar, hoje foi diferente, mas conseguimos”, resumiu no final o também campeão da edição de 2021.

Aos 27 anos, Pogacar igualou os quatro triunfos de Alejandro Valverde e Moreno Argentin na Liège-Bastogne-Liège e ficou a apenas um do recorde de Eddy Merckx, aproximando-se ainda do número de “Monumentos” do belga (19), o homem que o precede nessa lista particular.

“Significa muito ganhar novamente uma das melhores corridas do ciclismo. Não compito muito, por isso não tenho muitas oportunidades. Há muita pressão em mim para ganhar quando corro”, assumiu “Pogi”, que esta temporada soma quatro vitórias em cinco dias de competição — perdeu apenas a Paris-Roubaix para Wout van Aert.

Uma queda nos primeiros quilómetros e uma aceleração de Evenepoel separou o pelotão, deixando Pogacar no segundo grupo e obrigando a UAE Emirates a perseguir para anular uma desvantagem que rapidamente se tornou “proibitiva” para os mais de 50 ciclistas que ficaram na frente.

Apesar do trabalho dos seus companheiros, o bicampeão mundial e também Paul Seixas foram ficando progressivamente mais distante do primeiro pelotão, comandado por um incansável Nico Denz (Red Bull-BORA-hansgrohe).

A diferença entre os dois grupos chegou a rondar os quatro minutos, uma margem que foi sendo progressivamente diminuída graças à união de esforços das equipas de “Pogi” e Seixas e que caiu decisivamente na ascensão ao Col de Haussire, com o reagrupamento do pelotão a dar-se, finalmente, 165 quilómetros depois.

Esperava-se que fosse a La Redoute a definir o vencedor do mais antigo dos cinco “Monumentos” e a subida onde se decidiram as últimas quatro edições não defraudou: Evenepoel, o campeão de 2022 e 2023, perdeu o contacto ainda antes de o esloveno lançar um demolidor ataque, a que só o prodígio francês da Decathlon conseguiu responder.

Ao contrário de 2024 e 2025, Pogacar não ficou sozinho a 35 quilómetros da meta, levando hoje consigo o vencedor da Flèche Wallone, com quem colaborou para distanciar os perseguidores.

“Na La Redoute, ataquei a fundo e pude ver que [Seixas] estava no elástico, mas conseguiu alcançar-me e fiquei impressionado”, assumiu o líder da UAE Emirates, após conquistar o terceiro “Monumento” da temporada (venceu também a Milão-Sanremo e a Volta a Flandres).

O melhor ciclista mundial voltou a testar aquele que é apontado como o seu grande rival nos próximos anos no Côte de la Roche-aux-Faucons, acabando com a resistência do corredor de 19 anos com uma nova aceleração a 14 quilómetros da meta.

No quarto “Monumento” da época, o português Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) foi 62.º classificado, a mais de nove minutos do vencedor, que a partir de terça-feira inicia, na Volta à Romandia, a preparação para o “assalto” a um quinto triunfo na Volta a França.

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