O ministro das Finanças português, Joaquim Miranda Sarmento, foi nomeado vice-presidente do Conselho de Governadores do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) e Lisboa foi escolhida como cidade anfitriã para a reunião da instituição em 2029, anunciou neste sábado o Governo.
“Na sequência da reunião anual do Conselho de Governadores do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), que decorre em Riga [Letónia], o ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, na qualidade de governador de Portugal no BERD, foi designado vice-presidente do Conselho de Governadores, o órgão máximo de decisão do banco”, anunciou, em comunicado, o Ministério das Finanças.
Acrescenta a nota divulgada que “Portugal vai, assim, assumir um papel de destaque na governação da instituição, reforçando a sua presença e influência, incluindo no apoio à condução e preparação dos trabalhos estratégicos do BERD”.
Paralelamente, foi aprovado o calendário das próximas reuniões anuais, “consagrando Lisboa como cidade anfitriã da Reunião Anual do BERD, em 2029”, que “costuma juntar líderes políticos, decisores económicos, investidores e representantes institucionais”, refere a nota.
Ainda segundo o Ministério das Finanças, “a realização deste evento em Portugal constitui um reconhecimento do contributo cativo do país no BERD e representa uma oportunidade para reforçar a sua projecção internacional nas áreas do investimento, do financiamento ao desenvolvimento e da cooperação económica”. Mas também, “posicionar o país como um elo natural entre as regiões tradicionais de operação do Banco e a nova fase de expansão para a África Subsariana, com o objectivo último de trazer benefícios para os agentes económicos nacionais”
Portugal é membro-fundador do BERD, “instituição financeira internacional que desempenha um papel essencial na promoção de reformas socioeconómicas estruturais, incentivando a transição para economias de mercado e promovendo o desenvolvimento sustentável.
Actualmente, esta instituição opera em 38 economias na Europa central, oriental e sudoeste, Estados Bálticos, Cáucaso, Ásia Central, em regiões do Mediterrâneo Meridional e Oriental e em alguns países da África Subsariana.
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