O actor João Barbosa morreu este domingo, em Lisboa, aos 56 anos, confirmou a companhia Teatro do Bairro, com a qual trabalhou ao longo da carreira.
“Há notícias que nos deixam sem palavras. Hoje é um desses dias. É com uma profunda tristeza que nos despedimos do João, um dos rostos mais queridos da nossa família do Teatro do Bairro. Mais, muito mais, do que um elemento da nossa companhia, o João foi presença, amizade, generosidade e coração. A sua alegria contagiante, o seu enorme talento e a forma única como tocava a quem com ele privava, ficarão para sempre gravados na memória de todos nós”, pode ler-se numa publicação do Teatro do Bairro nas redes sociais.
António José Seguro publicou uma nota de pesar após a notícia. “É com mágoa e tristeza que o Presidente da República toma conhecimento da morte do actor João Barbosa”, lê-se no site oficial da Presidência da República, que recorda o artista como “uma das presenças mais amáveis e generosas na companhia lisboeta Teatro do Bairro”.
Nascido em Bruxelas em 19 de Junho de 1969, João Barbosa começou a formação como actor num curso de Expressão Dramática no Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral (IFICT), em 1999, e frequentou o curso de Formação de Actores da ACT – Escola de Actores para Cinema e Televisão poucos anos depois.
Segundo a biografia partilhada com a Lusa pelo Teatro do Bairro, João Barbosa estreou-se no teatro com a Ópera do Malandro, em 2003, com encenação de António Pires, que fez assim a sua estreia na ACT com esta adaptação para os finalistas da escola.
Barbosa também trabalhou na televisão e no cinema, em títulos como Noite Sangrenta, de Tiago Guedes e Frederico Serra, Até Amanhã Camaradas, de Joaquim Leitão, ou em várias obras de João Canijo, entre muitos outros.
Nos palcos, foram muitas as peças que interpretou, principalmente, com o Teatro do Bairro, desde Ubu Rei à mais recente Rei Lear, passando por À Espera de Godot e De Passagem, esta última por Luísa Costa Gomes e que foi premiada com um Globo de Ouro da SIC em 2024.
“No palco e fora dele, deixou marcas impossíveis de apagar. Partilhámos risos, desafios, sonhos e incontáveis momentos que hoje guardamos com um carinho ainda maior. A sua partida deixa um vazio imenso, mas também uma herança de afecto, dedicação e humanidade que continuará a inspirar-nos todos os dias”, acrescentou o Teatro do Bairro.
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