Mouchão Tonel Nº 3-4, um colosso do Alentejo está de volta

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Iain Reynolds Richardson, descendente da família britânica que criou a Herdade do Mouchão já lá vão 125 anos, é um homem com sorte. Nos seus 47 hectares de vinha há um bloco, a vinha dos Carapetos, que parece ter reunido todas as virtudes da natureza para as videiras: solos sedimentares seguidos de calhau que permite a penetração das raízes até à rocha metamórfica; a ribeira de Almadafe que corre ao propicia água às plantas ao longo do ano; videiras da casta Alicante Bouschet que descendem das plantações feitas ali há um século.

Mas Iain é também um homem com sorte por ter uma equipa de enólogos competentes que não se empenham em mudar o que uma natureza assim propicia. Está feita a primeira apresentação da nova edição do Tonel Nº 3-4 do Mouchão.

A primeira aparição deste vinho icónico aconteceu em 1996. Desde então, aparece quando há condições. Ao contrário de alguns vinhos de topo de outras casas, que lançam os seus topos de gama em anos de qualidade única, a Mouchão avança com o Tonel Nº 3-4 quando produz quantidade e qualidade suficientes de Alicante para garantir a produção do seu vinho clássico, o Mouchão propriamente dito.

“É a nossa marca de referência”, diz Iain. O último Tonel Nº 3-4 remonta ao ano de 2013; depois do 2015 que está prestes a chegar ao mercado, só deverá haver uma nova edição com a vindima de 2021.

Estamos perante uma raridade que demorou 11 anos a aprimorar-se em garrafa e percebe-se a razão da longa espera: este vinho está ainda com um fulgor impressionante. Caso para dizer que vive a primeira infância. Nesta fase, não é exuberante no nariz até porque, diz o enólogo Hamilton Reis, “tem de estar escondido”. Mas se no olfacto se percebe esta timidez (visíveis notas mentoladas e de fruta preta madura), na boca é uma explosão de sensações e energia — o facto de ser vinificado com engaço ajuda a explicar este poder.

Directo, intenso, sem concessões, profundo e longo é um daqueles vinhos tão poderosos que só se revelam no lugar onde o vinho se consagra: à mesa. Um grande vinho. Mais uns anos de garrafa dar-lhe-ão outro polimento e outras subtilezas. Prove-se agora o 2001 e fica a certeza: o Tonel 3-4 é um vinho com perspectiva de futuro. Produziram-se 11 mil garrafas.

Nome Mouchão Tonel Nº 3-4 2015

Produtor Herdade do Mouchão;

Castas Alicante Bouschet

Região Alentejo

Grau alcoólico 14,5%

Preço (euros) 295

Pontuação 97

Autor Manuel Carvalho

Notas de prova Estamos perante uma raridade que demorou 11 anos a aprimorar-se em garrafa e percebe-se a razão da longa espera: este vinho está ainda com um fulgor impressionante. Caso para dizer que vive a primeira infância. Nesta fase, não é exuberante no nariz até porque, diz o enólogo Hamilton Reis, “tem de estar escondido”. Mas se no olfacto se percebe esta timidez (visíveis notas mentoladas e de fruta preta madura), na boca é uma explosão de sensações e energia — o facto de ser vinificado com engaço ajuda a explicar este poder. Directo, intenso, sem concessões, profundo e longo é um daqueles vinhos tão poderosos que só se revelam no lugar onde o vinho se consagra: à mesa. Um grande vinho. Mais uns anos de garrafa dar-lhe-ão outro polimento e outras subtilezas.

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