Museu 25 Abril: “Haverá aquilo que está em discussão e em articulação”, diz Montenegro

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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse este sábado que “haverá aquilo que está em discussão e em articulação”, sem adiantar mais detalhes, depois de questionado se existirá um museu alusivo ao 25 de Abril de 1974 e em que moldes.

Montenegro respondeu a perguntas dos jornalistas sobre este tema na recta final das comemorações do 25 de Abril na residência oficial, em São Bento, assinalado com três momentos de teatro interpretados por jovens e crianças de várias escolas e uma homenagem ao actor Ruy de Carvalho.

“Hoje é o dia da liberdade e haverá aquilo que está em discussão e em articulação, sempre num espírito de liberdade”, respondeu, apenas, o primeiro-ministro.

Em causa está a construção de um Centro Interpretativo do 25 de Abril, inicialmente pensado para o Terreiro do Paço, em Lisboa, localização que o actual Governo já afastou.

Em cima da mesa, de acordo com o executivo, está a hipótese de localizar este centro na Pontinha, concelho de Odivelas, onde se encontra o edifício do posto de comando do Movimento das Forças Armadas (MFA).

Nas breves declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro voltou a defender a forma que o Governo escolheu para assinalar este dia, depois de a filha de Ruy de Carvalho ter agradecido a homenagem ao pai e, sobretudo, ao teatro.

“O teatro em Portugal sofreu muito com o antigo regime. Senhor primeiro-ministro, muito obrigada por se lembrar do teatro e daquilo que o teatro sofreu antes do 25 de Abril”, afirmou Paula de Carvalho.

Questionada se considerava injustificadas algumas críticas que foram feitas ao Governo sobre a forma que encontrou para celebrar o dia da revolução de Abril, Paula de Carvalho considerou-as até “uma falta de respeito ao teatro, aos actores e aos autores” que escreveram para o palco antes do 25 de Abril e que lutaram “contra o regime, contra Salazar, contra a censura”.

“Alguns até disseram que se ia comemorar o 24 de Abril, nem sequer sabem história”, criticou.

Questionado se concorda com esta leitura, Montenegro reiterou o que já tinha dito na sua intervenção em que defendeu que celebrar o 25 de Abril com teatro e uma homenagem a Ruy de Carvalho tinha sido “uma escolha muitíssimo feliz”.

“É um dia de liberdade, é um dia de nos lembrarmos daquilo que temos de fazer para aproveitar o nosso talento, para transformarmos o nosso talento em desenvolvimento, em oportunidades, em progresso, em justiça”, disse.

Montenegro assistiu aos três momentos de teatro e até participou por breves momentos no último, juntamente com a sua mulher e a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, depois de ser desafiado a entrar numa rodinha com as crianças que cantavam Indo eu, indo eu, a caminho de Viseu.

No final, tirou várias selfies com os jovens actores e outras pessoas que se juntaram nos jardins de São Bento. Todos tiveram direito a gelados e bolos no final do programa cultural.

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