No século passado, quando hesitava entre seguir Filosofia ou enveredar por uma profissão de impacto social mais evidente, marquei um encontro com um assistente social que conhecia, para perceber o que aquele ofício verdadeiramente implicava. O que mais me ficou dessa conversa foi o seu olhar ao confessar-me que o mais difícil de suportar não era a pobreza das pessoas, mas a violência sexual contra crianças, acrescentando: “As pessoas não fazem ideia da dimensão do problema, nem do que acontece atrás de portas fechadas.”
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