Novas buscas no negócio de aluguer de aviões para fogos incluem casa do cunhado de Leitão Amaro

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A Polícia Judiciária desencadeou, esta quinta-feira de manhã, uma operação de buscas relacionada com suspeitas de crimes de corrupção, entre outros, em concursos de aluguer de helicópteros para o combate aos fogos rurais. Este processo teve em Março de 2025 uma primeira acção de buscas, ficando conhecido por “Operação Torre de Controlo”.

A realização das buscas desta quinta-feira foi avançada pelo canal NOW, segundo o qual o principal alvo é Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro. A casa do empresário, no Restelo, em Lisboa, estará a ser alvo de buscas, assim como empresas e pessoas a si ligadas, informação que o PÚBLICO confirmou.

Em Maio de 2025, o Departamento Central de Investigação e Acção Penal realizou 12 buscas não domiciliárias e 16 buscas domiciliárias na região de Lisboa, Castelo Branco, Porto, Algarve e Alentejo, tendo dois dos alvos dessas buscas sido o Gabinete Coordenador de Missão no Âmbito dos Incêndios Rurais do Estado Maior da Força Aérea e a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Na altura, em comunicado, o DCIAP adiantou que estavam em investigação “factos susceptíveis de configurarem a prática de crimes de burla qualificada, fraude fiscal qualificada, tráfico de influência, corrupção activa e passiva, abuso de poder e associação criminosa”.

Em causa estava a actuação de sociedades sediadas em Portugal que, desde o ano de 2022, se suspeita terem tido acesso a informação privilegiada junto de decisores públicos e de apresentarem propostas concertadas, com vista a obterem ganho patrimonial ilegítimo em concursos públicos, no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2023-2026 e na gestão de meios de combate a incêndio, após adjudicações.

Na operação de Maio do ano passado, que além de elementos da Polícia Judiciária, envolveu magistrados do Ministério Público e vários elementos da Autoridade da Concorrência, foram constituídas arguidas sete pessoas singulares e cinco pessoas colectivas.

Em Maio de 2025, Ricardo Leitão Machado garantiu que não tinha sido foi alvo de qualquer busca domiciliária nem tinha sido constituído arguido, bem como as empresas que gere: Gestifly e Gesticopter.

Quando tomou posse como ministro da Presidência, em Junho de 2025, António Leitão Amaro assegurou que iria manter “distanciamento total” de quaisquer decisões governamentais que digam respeito a contratação pública na área da Protecção Civil, depois de se ter sabido que uma das empresas que tinha celebrado uma adjudicação de mais de 11,9 milhões de euros em concursos para o fornecimento de helicópteros para combater incêndios era de um seu cunhado.

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