Noite alucinante no Parque dos Príncipes, numa final antecipada da Liga dos Campeões entre o campeão PSG e o crónico pretendente Bayern Munique. Noite de muitos golos, bolas nos ferros e incontáveis ocasiões desperdiçadas, num despique entre dois dos mais fortes candidatos ao triunfo em Budapeste, que terminou com um triunfo apertado dos franceses (5-4).
Antes do fogo-de-artifício, porém, havia sinal mais para o músculo e nervo bávaro, construídos com 11 vitórias em 12 jogos, uma das quais em Paris (1-2), na fase de Liga.
O arranque prometia a repetição dessa noite de Outubro. E, no primeiro remate do jogo, de penálti, Harry Kane colocava o Bayern Munique no comando logo a partir dos 16 minutos. Ironicamente, foi numa transição conduzida por Luis Díaz — que acabou por ser tocado já na área por Willian Pacho —, em resposta à jogada mais perigosa dos parisienses, que os alemães furaram a defesa francesa.
E, se até então se percebia apenas um certo constrangimento da equipa de Luis Enrique, incapaz de assumir as rédeas, o golo bávaro esteve na iminência de provocar um rombo fatal nas ambições do campeão europeu.
O francês Michael Olise falhou quase de imediato o 0-2 apenas com Safonov pela frente, que desviou a bola milagrosamente. Era o despertar de um espectáculo impagável, com sucessivos e intercalados ataques às balizas.
O PSG assumia a sua verdadeira identidade, iniciando uma reviravolta conduzida por Kvaratskhelia. O georgiano emendava a mão, depois de aos 15 minutos ter optado pelo cruzamento que originou o golo do Bayern, quando poderia ter marcado, para assinar um golo (24’) brilhante… Compensando o falhanço de Dembélé instantes antes.
A noite de Paris ganhava ainda mais brilho com o cabeceamento de João Neves (33’), a dar vantagem ao PSG, que o imparável Olise desfez mais à frente. Nuno Mendes sofria horrores para neutralizar o extremo do Bayern, que perto do intervalo (41’) surgiu em zona frontal para empatar… Por pouco tempo.
A primeira parte, digna de uma verdadeira final, acabaria com os franceses de novo na frente do marcador. Tudo graças a um penálti a punir mão de Davies, que o Bola de Ouro capitalizou (45+5’). De resto, o filão do PSG estava longe de esgotar-se, com o Bayern a ser simultaneamente cúmplice e vítima.
A ambição levava o campeão alemão para a frente, com Díaz e Kane a desequilibrarem, num convite descarado que os parisienses aceitaram para jogar na profundidade. Em dois minutos, Kvaratskhelia 856’) e Dembélé (58’) bisavam e elevavam para 5-2.
Faltava consumar a ameaça de goleada, que o Bayern levou a peito, recuperando até um improvável 5-4 que a prestidigitação de Upamecano (65’) — num desvio imperceptível — e o modo furtivo de Luis Díaz (68’), no limite do fora-de-jogo, patrocinaram.
Contas feitas, o PSG leva uma vantagem curta para Munique, onde tudo se decidirá na segunda mão das meias-finais. Os adeptos, esses, levam na memória um jogo para mais tarde recordarem.
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