Número de filhos que agridem mães ou pais aumentou quase 40% em cinco anos

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O número de pais ou mães agredidos pelos filhos aumentou quase 40% em cinco anos, atingindo em 2025 um máximo de 1160 progenitores vítimas de agressões. Os dados são da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), que apoiou, entre 2021 e 2025, 4804 mães e pais vítimas de violência por parte dos filhos, a maioria por violência doméstica. Quase metade não apresentou queixa às autoridades.

Os dados divulgados nesta sexta-feira apontam para um aumento deste tipo de violência de 39,6% entre 2021 e 2025. Em 2021, a APAV tinha apoiado 831 progenitores, valor que desceu ligeiramente em 2022 (815) e que voltou a subir no ano seguinte, para 962. Em 2024, a instituição apoiou um total de 1036 pais.

A APAV recebeu, no total, 9609 denúncias de vários crimes e formas de violência, destacando-se a violência doméstica como a tipologia predominante (83,1%). Os crimes contra o património representaram 2,9% das denúncias recebidas e outros crimes contra pessoas, como ofensas à integridade física, ameaça, coacção, difamação, injúrias, entre outros, representaram 14%.

Do total de vítimas apoiadas, 96,8% foram agredidas por um filho e 3,2% por dois ou mais filhos, sendo a maioria das vítimas do sexo feminino (79,4%), 59,6% delas com 65 ou mais anos. Relativamente aos agressores, a maioria é do sexo masculino (69,5%), sendo a faixa etária entre os 25 e os 54 anos a mais representativa (45,5%), seguida pela faixa etária abaixo dos 24 anos (13,9%). A APAV não tem informação sobre a idade de pelo menos 31% dos agressores.

De acordo com a APAV, mais de metade das vítimas sofreu agressões continuadas (55,7%). “Em 33,5% das situações decorreram entre dois e sete anos até ao primeiro pedido de apoio à APAV, sendo que 47,7% das vítimas não apresentaram queixa ou denúncia às autoridades”, segundo os dados.

Os distritos com mais situações reportadas foram Lisboa (18,7%), Porto (15,6%), Faro (15,1%), Braga (13,8%) e Setúbal (9,1%).

De acordo com a instituição, “a violência exercida contra mães e pais por parte de filhas/os continua a ser uma realidade frequentemente invisibilizada e marcada por sentimentos de culpa, medo, vergonha e isolamento”. A APAV, que presta apoio jurídico, psicológico e social, gratuito e confidencial, alerta que os dados reforçam a necessidade de reconhecer este fenómeno e garantir respostas de apoio especializadas às vítimas.

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