Foi a quinta vez que os dois se defrontaram, desta vez com uma terceira eliminatória do Torneio de Roland-Garros como cenário, mas Nuno Borges voltou a não conseguir encontrar forma de derrotar Andrey Rublev. O tenista da Maia discutiu os três sets até ao último ponto, mas foi Rublev a mostrar-se mais confortável em situações mais apertadas e qualificou-se pela 18.ª vez para a segunda semana de um torneio do Grand Slam.
Com o antigo número um mundial, Marat Safin, a dar-lhe indicações desde a bancada, o russo de 28 anos somou a décima vitória nos últimos 13 encontros, com os parciais de 7-5, 7-6 (7/2) e 7-6 (7/2), em duas horas e 36 minutos. Mas Borges sentiu que podia ter feito mais.
“Pelo menos o segundo set devia ter ganho, tive dois jogos em que fiz o break e um terceiro em que tive mais uma oportunidade e que, pela maneira como foi jogado, soube a pouco. Acho que ele jogou de forma inacreditável nos dois tie-breaks. No primeiro set ele mereceu por completo, mas os outros dois deixaram-me com a sensação de que podia ter feito mais. Consegui estar sempre no encontro, mas ele tem picos em que é melhor do que eu e faz a diferença. Soube usar muito bem isso nos momentos decisivos e eu não consegui ganhar uma vantagem no início dos sets que me deixasse mais à vontade”, disse Borges, aos jornalistas portugueses presentes em Paris.
Rublev, que já esteve por 10 vezes em quartos-de-final de majors, mas nunca logrou ir mais além, ficou contente com “o facto de ter conseguido ganhar em sets directos”. “E em alguns momentos cruciais, como quando ele teve a oportunidade de liderar, consegui manter-me firme, recuperar e jogar bem, servir bem ou bater um ‘winner’ ou algo desse tipo”, frisou o próximo adversário de Jakub Mensik (27.º), o checo de 20 anos, que eliminou Alex De Minaur (7.º), em quatro sets.
Amanhã, neste mesmo court Suzanne-Lenglen, a jornada encerra com o duelo entre Jaime Faria (115.º) e o norte-americano Frances Tiafoe (22.º).
Depois da eliminação de Jannik Sinner, o único tenista ainda em prova que sabia o que era ganhar um major – no caso, 24 –, Novak Djokovic, foi igualmente afastado. O aguardado duelo com João Fonseca não desiludiu e foi o brasileiro de 19 anos a vencer, por 4-6, 4-6, 6-3, 7-5 e 7-5, em quatro horas e 53 minutos. Fonseca salvou 11 dos 16 break-points que enfrentou, o último dos quais no derradeiro jogo antes de concluir com três ases consecutivos. Esta foi apenas a segunda vez que Djokovic perdeu um encontro depois de ganhar os dois sets iniciais e poderá ter sido o último em Roland-Garros do sérvio de 39 anos.
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