Terá sido Daaaaaalí!, o filme sobre os Salvadores Dalís (assim mesmo no plural), o término do surrealismo vaporoso do francês Quentin Dupieux? Esperamos bem que não, mas um filme como O Acidente com o Piano, que deve ser o filme mais linear, mais “realista” que Dupieux já fez, dá razões para o temer. É o primeiro momento em que se nota num filme dele a vontade de ser “sério” em vez de destruir as noções comuns de “seriedade”; é o primeiro filme dele que parece procurar alguma forma de “relevância” (até como discurso, como “sociologia”) em vez de fazer troça das ambições de relevância dos outros filmes. Ou, dito de outra maneira, mais resumida: é o seu filme mais linear, mais monodimensional, trabalhando mais a transcrição da realidade do que a sua reinvenção.
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