A Europa encontra-se perante um desafio histórico de reforçar a sua autonomia estratégica, pressionada pelo regresso da guerra ao continente, pela incerteza quanto ao compromisso estratégico dos Estados Unidos e pela aceleração tecnológica que está a transformar radicalmente a economia e a natureza do conflito armado. A questão central não é tanto saber se a Europa deve ser soberana na área da defesa, mas quais os instrumentos de política pública que podem ser usados para criar uma indústria europeia que seja simultaneamente competitiva e inovadora. Colocam-se questões idênticas na área da tecnologia, onde a Europa é fortemente dependente de fornecedores norte-americanos, tanto na área da computação em nuvem (cloud computing) como na área da inteligência artificial, que são cada vez mais centrais para a competitividade económica.
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