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O cantor baiano Silas Giron, 41 anos, criado em Aracajú, conhece bem a força o forró. Não por acaso, ele está na programação da 4ª edição do festival Baião Vai — Viva São João, que ocupará o Jardim Municipal de Oeiras e a Praia dos Pescadores a partir desta sexta-feira, 19 de junho, até domingo (21/06). O evento faz parte da programação das festas juninas, com comidas típicas e danças características do Nordeste brasileiro.
“Tem sido fascinante testemunhar como o forró promove integração cultural de uma forma bonita, com conexão real entre as pessoas”, diz o cantor, que desembarcou em Portugal em 2017 com o sonho de percorrer o país e toda a Europa levando a música popular brasileira na bagagem. “Represento a música baiana, mas transito por todos os gêneros musicais. E sinto que tenho conquistado espaço dentro do que me proponho a fazer”, acrescenta.
Silas conta que recebeu o convite para participar do Baião Vai — Viva São João há pouco mais de um mês. “Foi um convite muito bem-vindo, pois sempre tive uma relação forte com o forró, com todo o seu calor humano, com uma dança alegre. É uma ferramenta importante de aproximação, que vai muito além das redes sociais. E os portugueses têm embarcado com vontade nesse ritmo”, comenta. Há, inclusive, encontros periódicos dos apreciadores de forró na Avenida da Liberdade e na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa.
O artista ressalta que a música brasileira, independentemente o ritmo, tem uma força muito grande para chegar a todos os públicos. Ele, que é neto de português — o avô emigrou de Estremoz, no Alentejo, para a Bahia aos 22 anos —, está preparando um disco só com canções inéditas de sua autoria. Será o primeiro álbum desde que ele começou a cantar profissionalmente aos 17 anos. “Ser músico envolveu uma série de habilidades além da música, inclusive a gestão da carreira, desafio que ainda tenho a superar”, frisa.
Experiência multicultural
O festival Baião Vai — Viva São João promete levar a Oeiras o melhor das festas juninas, com cheiro das comidas típicas, som contagiante da sanfona, bandeirinhas coloridas e alegria de dançar ao ar livre ao longo de três dias. A programação gratuita prevê concertos ao vivo, bailes de forró, ensaios de quadrilha, espetáculos para famílias, desfiles de blocos de percussão, atividades participativas e uma praça de alimentação com sabores do Nordeste brasileiro.
A meta, ressaltam os organizadores do festival, é garantir ao público uma experiência multicultural que aproxima comunidades, cria encontros e celebra a diversidade. O cantor Silas Giron assinala que eventos como esse dão conforto para aqueles que estão longe do país de origem, despertando memória afetivas. Pelos cálculos da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), há cerca de 500 mil brasileiros vivendo em Portugal, sendo mais de 360 mil na região de Lisboa.
Na sexta-feira, 19, o festival terá programação entre às 17h e a meia-noite. No sábado e no domingo, a diversão começa às 12h e vai até à meia-noite. O bloco de carnaval Qui Nem Jiló vai se apresentar no dia 20, a partir das 20h, já de olho no desfile pelas ruas de Lisboa no próximo ano.
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